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Copa de 2026 muda o jogo da audiência: Globo lidera, mas CazéTV ganha espaço e divide público no Brasil
Publicado 03/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 03/07/2026 • 12:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Pexels
Copa de 2026 muda o jogo da audiência: Globo lidera, mas CazéTV ganha espaço e divide público no Brasil
A transmissão da Copa do Mundo de 2026 no Brasil marcou uma mudança importante no consumo de eventos esportivos. A Globo manteve a liderança, no entanto, passou a dividir espaço com novas plataformas digitais. Entre elas, a CazéTV ganhou forte relevância no cenário de transmissões.
O que se vê hoje é um ambiente mais fragmentado, em que o público não depende mais de um único canal para acompanhar os jogos.
A digitalização e a divisão dos direitos de transmissão entre diferentes agentes ampliaram as opções. Além disso, redistribuíram a audiência entre TV aberta, canais pagos e plataformas online.
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Segundo o Estadão, pela primeira vez em décadas, a emissora não exibiu todos os jogos da Copa. Esse movimento não representa uma perda imediata de relevância. Pelo contrário, indica a consolidação de um modelo mais pulverizado de transmissão, nesse formato, múltiplos players dividem a atenção do público.
Entre 11 e 24 de junho de 2026, a competição alcançou cerca de 141 milhões de pessoas no Brasil ao longo de 54 partidas, segundo dados do Ibope utilizados pelas emissoras. Nesse cenário, a Globo manteve liderança, com 82% de alcance na TV aberta, 15% no SporTV e 5% no GE TV.
Um dos principais destaques dessa nova configuração é a CazéTV. A plataforma digital se consolidou como um dos maiores fenômenos de transmissão esportiva recente no Brasil, alcançando cerca de 44% do público no período analisado.
A presença da CazéTV reforça a mudança no comportamento do público, que passa a consumir esportes em ambientes digitais, com transmissões no YouTube, linguagem mais informal e forte interação em tempo real.
Esse modelo contrasta diretamente com a TV tradicional, já que aposta em proximidade, entretenimento e comunidade, atraindo especialmente o público mais jovem.
A CazéTV ganhou forte protagonismo no cenário esportivo recente ao se consolidar como uma das principais plataformas digitais de transmissão no Brasil, especialmente após sua atuação em grandes eventos internacionais.
O crescimento do projeto liderado por Casimiro Miguel ampliou sua relevância no mercado e reforçou a mudança no consumo de esportes. No entanto, esse avanço também ocorre em meio a um ambiente mais regulado e competitivo, que já começa a impactar diretamente sua expansão.
Nesse contexto, a CBF confirmou a exclusão da CazéTV da disputa pelos direitos de transmissão da Copa do Brasil entre 2027 e 2030. A justificativa foi o não cumprimento de todos os critérios técnicos e financeiros exigidos no processo de concorrência.
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Siga o Times | CNBCCom isso, a presença da plataforma em uma das principais competições do calendário nacional é reduzida. O caso também marca um novo momento na disputa pelos direitos esportivos no país.
Leia também: Por que a CazéTV ficou fora da disputa pela Copa do Brasil entre 2027 e 2030?
Em relação à Copa de 2022, o domínio da Globo era muito mais amplo. Naquele ano, a emissora alcançou 98% do público na TV aberta e 22% no SporTV, o que mostra como a concentração de audiência era maior antes da expansão dos direitos de transmissão.
A abertura do mercado e a entrada de novas plataformas, como a CazéTV, ajudaram a redistribuir esse público.
A Globo continua liderando quando se considera o conjunto de suas plataformas. Somando TV aberta, SporTV e GE TV, o alcance total chega a 86% da audiência da Copa de 2026.
Mesmo assim, o crescimento da CazéTV e de outros players mostra que o público está mais dividido entre diferentes formas de consumo, especialmente no ambiente digital.
Em jogos de maior apelo, a Globo ainda mantém vantagem. Na partida entre Escócia e Brasil, por exemplo, a emissora alcançou cerca de 46,8 milhões de pessoas e registrou 39 pontos no PNT (Painel Nacional de Televisão), superando as transmissões paralelas.
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Os dados indicam que o mercado de transmissões esportivas entrou em uma nova fase. A Copa do Mundo de 2026 não encerra a liderança da Globo, mas evidencia o fim de um modelo de monopólio de audiência que marcou décadas da TV brasileira.
Agora, plataformas como a CazéTV dividem protagonismo com a TV tradicional, e o sucesso das transmissões depende cada vez mais da capacidade de adaptação aos novos hábitos de consumo do público.
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