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Crise do metanol: Brasil tem 195 casos suspeitos de intoxicação por ingestão de bebida alcoólica
Publicado 04/10/2025 • 17:38 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 04/10/2025 • 17:38 | Atualizado há 7 meses
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O Ministério da Saúde atualizou números neste sábado (4) e confirmou 195 notificações de intoxicação por metanol após ingestão de bebida alcoólica no Brasil, segundo os dados enviados pelos estados. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Piauí notificaram os primeiros casos em investigação.
Em todo o país, são 14 casos confirmados e 181 em investigação. Do total de registros, 162 são em São Paulo (14 confirmados e 148 em investigação).
Dessas notificações, 13 são de óbitos. Há registros em São Paulo, Pernambuco, Bahia e Mato Grosso do Sul.
Mais cedo, o estado de São Paulo confirmou duas mortes, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde. Ao todo, são 162 casos notificados — 14 confirmados e 148 em análise —, além de 15 descartados. Todas as nove mortes confirmadas ou suspeitas envolvem homens.
As vítimas confirmadas são dois homens de 54 e 46 anos, residentes da capital paulista. Entre os casos sob investigação, há quatro óbitos também na cidade de São Paulo (homens de 36, 45, 50 e 70 anos), dois em São Bernardo do Campo (49 e 58 anos) e um em Cajuru (26 anos).
Enquanto isso, o número de prisões ligadas à falsificação de bebidas no estado subiu para 41, de acordo com a Polícia Civil. As ações ocorreram na capital, Diadema, Santo André, Jacareí e Jundiaí, resultando na apreensão de milhares de garrafas, rótulos e materiais de adulteração. A força-tarefa do Governo de São Paulo também interditou 11 estabelecimentos.
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Na sexta, a Associação Brasileira de Bebidas Destiladas (ABBD) divulgou uma carta aberta à população brasileira, manifestando solidariedade às vítimas de intoxicação por bebidas falsificadas e reafirmando seu compromisso com a segurança dos consumidores. A entidade classificou a falsificação como um ato criminoso deliberado, que prejudica tanto consumidores quanto comerciantes e fabricantes de produtos legítimos. Além de repudiar os casos ocorridos, a ABBD também se comprometeu a colaborar com as autoridades, intensificar campanhas de conscientização sobre a procedência de bebidas e fomentar que os estabelecimentos comercializem apenas produtos adquiridos de revendedores homologados.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) investiga o primeiro caso de morte na Paraíba possivelmente ligado à ingestão de bebida alcoólica adulterada com metanol. O caso envolve um homem de 32 anos, morador de Baraúna, que deu entrada no Hospital Regional de Picuí e foi transferido para a UTI do Hospital de Trauma de Campina Grande, onde não resistiu.
A SES informou que o caso foi classificado como suspeito, e amostras da bebida foram encaminhadas ao Instituto de Polícia Científica (IPC) para análise. As investigações contam com apoio da Polícia Civil, Agevisa, Procon Estadual e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).
Enquanto isso, o governo estadual reforça a fiscalização em estabelecimentos comerciais e orienta a população a evitar bebidas de procedência duvidosa, especialmente destiladas. A ingestão de bebidas adulteradas pode ser letal e deixar sequelas permanentes.
Para reforçar a resposta à crise, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a compra emergencial de 2,5 mil unidades de fomepizol, o antídoto mais eficaz contra o metanol, junto a uma fabricante japonesa, com entrega prevista para a próxima semana. O Brasil não produz a substância e recorreu à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para viabilizar a importação.
O governo também ampliou o estoque de etanol farmacêutico, outro tratamento possível em casos de intoxicação, para 16,3 mil ampolas, destinadas aos centros de toxicologia e hospitais universitários. “Essa ampliação assegura que nenhum paciente fique sem acesso ao tratamento adequado”, afirmou Padilha.
De acordo com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciatox) da Unicamp, o fomepizol bloqueia a formação de ácido fórmico, substância tóxica produzida pelo organismo ao metabolizar o metanol. O tratamento pode incluir etanol puro ou até vodca em casos emergenciais, e, nas formas mais graves, exige hemodiálise para eliminar as toxinas do sangue.
O metanol, também conhecido como álcool metílico, é um biocombustível de uso industrial — empregado na produção de tintas, vernizes e solventes — e não deve estar presente em bebidas. Segundo o toxicologista Álvaro Pulchinelli Junior, da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML), o perigo está no fato de o metanol não ter cheiro nem sabor, o que faz com que a vítima consuma o produto sem perceber o risco.
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