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Crise no STF: Fachin muda condução de casos após sessão marcada por conflitos no Supremo
Publicado 21/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 43 minutos
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Publicado 21/09/2026 • 09:45 | Atualizado há 43 minutos
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Créditos: AFP
Edson Fachin. Créditos: AFP
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, decidiu adotar uma postura mais cautelosa na condução dos processos sobre as investigações que envolvem o ministro Alexandre de Moraes. A mudança ocorre após uma sessão marcada por discussões entre ministros e por dificuldades para chegar a um entendimento sobre os próximos passos do caso.
A avaliação dentro da Corte é que a tentativa de transferir as divergências para o plenário, com decisões tomadas de forma colegiada, acabou ampliando a exposição das divisões internas. Diante desse cenário, Fachin passou a evitar a abertura de novas frentes de julgamento enquanto questões consideradas centrais ainda não forem definidas pelos ministros.
Como parte da nova estratégia, Fachin cancelou uma sessão plenária prevista para quinta-feira e reservou o período para conversas com integrantes do tribunal. Também adiou a análise da atuação do ministro André Mendonça nas investigações relacionadas ao Banco Master, prevista para a quarta-feira (23).
Segundo o Globo, o entendimento do presidente do STF é que o julgamento desse ponto não deve ocorrer antes de o plenário estabelecer regras que alterem a condução dos procedimentos, inclusive os aspectos relacionados à relatoria.
Fachin também manteve sob sua responsabilidade processos ligados ao Banco Master e às apurações envolvendo o INSS. A medida reduz, ao menos temporariamente, a possibilidade de novas decisões individuais alimentarem divergências entre os ministros.
Antes da sessão que terminou em meio a discussões, Fachin defendia que os principais impasses fossem levados ao plenário. A intenção era substituir uma sequência de decisões individuais e contestações públicas por deliberações coletivas.
O resultado, no entanto, foi diferente do esperado. A sessão não solucionou as divergências e tornou mais visíveis os conflitos internos do tribunal. A partir disso, ganhou força a avaliação de que o STF deve, primeiro, definir critérios para a tramitação dos processos relacionados ao Banco Master antes de retomar julgamentos mais sensíveis.
A atuação de Fachin passou a ser questionada por grupos distintos dentro da Corte. Ministros próximos a André Mendonça consideram que a tentativa de levar a disputa ao colegiado foi adequada, mas apontam falhas na organização da sessão.
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Siga o Times | CNBCEntre as críticas estão a ausência de uma delimitação mais clara sobre os temas que seriam discutidos, o rito a ser seguido e a ordem das manifestações. Na avaliação desse grupo, intervenções ao longo da sessão e antecipações de posicionamentos contribuíram para desviar o debate do foco inicialmente previsto.
Já integrantes mais próximos de Alexandre de Moraes questionam a decisão de levar o caso ao plenário naquele momento. Havia receio de que divergências internas se transformassem em confronto público, especialmente em um período de maior atenção política por causa da proximidade do calendário eleitoral.
Também surgiram questionamentos sobre a forma como processos relacionados ao Banco Master chegaram à Presidência do Supremo. O ministro Flávio Dino tornou parte dessas críticas públicas ao apontar problemas na tramitação de alguns procedimentos.
Em paralelo às mudanças no calendário, Fachin retomou conversas individuais com integrantes do tribunal. Entre os ministros recebidos em seu gabinete estão Cristiano Zanin e Luiz Fux.
Os encontros fazem parte de uma tentativa de reduzir as tensões e construir uma saída para os impasses antes que novos temas sejam submetidos ao plenário.
A cautela aumentou após a continuidade das divergências entre ministros. Gilmar Mendes e André Mendonça voltaram a trocar acusações por meio de manifestações e documentos relacionados aos processos do Banco Master, mantendo o ambiente de tensão dentro da Corte.
Apesar das mudanças, ainda não há uma solução definida para a crise. A avaliação de integrantes e interlocutores do Supremo é que Fachin conseguiu ampliar o prazo para negociar uma saída, mas segue pressionado a evitar que o conflito se prolongue.
As cobranças também partiram de fora do Judiciário. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o presidente do STF deve atuar para impedir que as disputas internas da Corte tenham efeitos sobre o processo eleitoral. Em outra manifestação, Lula disse esperar medidas que contribuam para recuperar a credibilidade institucional do tribunal.
Ao mesmo tempo, Fachin tem recebido apoio de integrantes da cúpula do Judiciário. Entre esses magistrados, a avaliação é que o presidente do Supremo busca uma solução institucional que preserve a atuação pública da Corte e evite a percepção de que o impasse foi resolvido apenas por meio de negociações internas.
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