A mineradora australiana Viridis Mining and Minerals firmou um acordo de fornecimento de longo prazo com a Rhodia Operations SAS, integrante do grupo europeu Solvay, para a comercialização de carbonato misto de terras raras (MREC), que será produzido no Projeto Colossus, que deve começar a operar em 2028, em Poços de Caldas (MG).
O contrato estabelece compromissos mínimos de compra equivalentes a aproximadamente 70% da produção projetada do empreendimento, cuja primeira produção está prevista para 2028.
O acordo terá validade até 31 de dezembro de 2034, com possibilidade de renovação por mais cinco anos. Os compromissos mínimos de compra seguem o modelo take-or-pay e começam no início das operações comerciais ou em 1º de janeiro de 2029, o que ocorrer primeiro.
Divulgação/Viridis
A mineradora australiana Viridis Mining and Minerals firmou acordo de fornecimento de longo prazo com a RhodiaOperations SAS, integrante do grupo europeu Solvay, para a comercialização de carbonato misto de terras raras (MREC), que será produzido no Projeto Colossus, com inicio de operação previsto para 2028, em Poços de Caldas (MG).
O contrato estabelece compromissos mínimos de compra equivalentes a aproximadamente 70% da produção projetada do empreendimento e terá validade até 31 de dezembro de 2034, com possibilidade de renovação por mais cinco anos.
Os compromissos mínimos de compra seguem o modelo take-or-pay, em que o comprador se compromete a pagar por uma quantidade mínima e pré-fixada do produto, e começam no início das operações comerciais ou em 1º de janeiro de 2029, o que ocorrer primeiro.
A parceria também abre caminho para a transferência de tecnologia de separação de terras raras da França para o Brasil. As empresas assinaram um acordo de licenciamento e serviços técnicos que poderá viabilizar a produção nacional de um MREC refinado, com maior concentração de elementos magnéticos de interesse comercial.
Desde junho de 2026, amostras produzidas na planta de demonstração da Viridis, em Poços de Caldas, são enviadas à unidade industrial da Solvay em La Rochelle, na França. O material passa por processos de qualificação e desenvolvimento das especificações comerciais.
Para Rafael Moreno, CEO e diretor-geral da Viridis, o acordo representa um avanço na redução dos riscos comerciais do projeto e na estruturação de uma cadeia de fornecimento de terras raras fora dos mercados tradicionais.
“Transformar nosso relacionamento com a Solvay em um acordo vinculante de fornecimento de longo prazo é um marco importante para a Viridis. Existem poucos grupos ocidentais com capacidade estabelecida de separação de terras raras que possam oferecer uma rota comercial confiável para esses materiais”, comentou Rafael.
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“Ter a Solvay como parceira responde a um dos principais desafios comerciais do Colossus e aumenta a confiança na viabilidade econômica de longo prazo do projeto”, continuou Moreno.
A empresa também avança na estruturação financeira do projeto. Após concluir o Estudo de Viabilidade Definitivo (DFS), em agosto de 2026, a Viridis estruturou um pacote de financiamento por capital próprio de até US$ 120 milhões. A companhia também contratou as empresas Sedgman e Blossom para atuar nas etapas de engenharia, gerenciamento e construção.
Durante a fase de construção, o Colossus deverá gerar aproximadamente 2 mil empregos diretos. Na etapa de operação da mina e das instalações industriais, a estimativa da Viridis é de outros 600 postos de trabalho diretos.
Para José Marques Braga Jr., diretor-executivo da Viridis no Brasil, o acordo representa um passo estratégico para consolidar o País na cadeia global de terras raras. “Essa parceria fortalece a viabilidade comercial do Projeto Colossus e aproxima a Viridis de uma empresa com reconhecida experiência industrial no setor”.
Já Stéphane Diaz, gerente-geral da área de Terras Raras da Solvay, destacou a combinação entre os recursos minerais brasileiros e a experiência industrial da companhia francesa como um diferencial para atender à demanda crescente por esses materiais. “Reforça nossa capacidade de fornecer, de forma consistente, os materiais exigidos por mercados cada vez mais demandantes e em rápido crescimento”, afirma Diaz.
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