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DECISÃO 2026: Nunes Marques manda investigar possível disseminação de desinformação no canal de WhatsApp “Exército do Lula”

Publicado 12/10/2026 • 10:10 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou uma investigação urgente sobre possíveis práticas de desinformação no canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones.
  • A apuração deverá verificar se mensagens foram disseminadas de forma coordenada em diferentes plataformas digitais e se houve irregularidades nas publicações relacionadas à campanha eleitoral.
  • O canal, que reúne aproximadamente 3,7 milhões de seguidores, permanece ativo após o ministro Ricardo Villas Bôas Cueva revogar sua suspensão. O caso será analisado pelo plenário do TSE.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (12) uma apuração sobre possíveis práticas de desinformação relacionadas ao canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A investigação deverá verificar o conteúdo divulgado pelo grupo e a eventual distribuição coordenada de mensagens em outras plataformas digitais.

A determinação foi encaminhada à Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, que deverá apresentar informações técnicas com urgência. A iniciativa ocorre em meio a uma disputa judicial envolvendo a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a do candidato Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições presidenciais de 2026.

A análise pretende identificar possíveis irregularidades na circulação de publicações eleitorais e reunir elementos para subsidiar decisões da Justiça Eleitoral.

TSE vai investigar circulação de mensagens

A equipe responsável pela apuração deverá examinar se conteúdos considerados suspeitos foram compartilhados de maneira idêntica ou semelhante em diferentes canais e redes sociais.

Outro ponto da investigação, segundo o UOL, será a identificação de uma eventual atuação organizada para ampliar o alcance dessas mensagens. O tribunal também solicitou informações sobre providências adotadas anteriormente em relação ao caso.

O objetivo é verificar se existem elementos que indiquem riscos à integridade do processo eleitoral.

Nunes Marques também convocou uma reunião com representantes das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro para esta terça-feira (13), em meio às discussões sobre conteúdos publicados durante a disputa presidencial.

Leia também: POLÊMICA NO TSE: Grupo “Exército do Lula” divulgou fake news que a lei obriga a tirar de circulação; veja quais

Divergência entre ministros envolve suspensão do canal

O novo encaminhamento ocorre após decisões divergentes no próprio TSE sobre o funcionamento do “Exército do Lula”. Em uma ação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro, a campanha do PL pediu a retirada do canal do WhatsApp, sob a alegação de irregularidades nas publicações.

Nunes Marques havia determinado a suspensão do grupo, impedindo a entrada de novos participantes e o envio de mensagens. A decisão foi tomada no domingo (11), cerca de três horas antes do encerramento do prazo concedido para apresentação de defesa.

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O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, posteriormente revogou a restrição por considerar necessária a apresentação de provas mais consistentes antes da aplicação de medidas desse tipo.

Com isso, o canal voltou a funcionar, enquanto a controvérsia foi encaminhada para análise do plenário do TSE, responsável por examinar o caso de forma colegiada.

Campanhas foram chamadas a apresentar informações

Antes da nova determinação, Cueva havia solicitado esclarecimentos às partes envolvidas no processo. Lula, André Janones e o vice-presidente Geraldo Alckmin receberam prazo de cinco dias para apresentar suas defesas. A campanha de Flávio Bolsonaro, por sua vez, teve 72 horas para detalhar as supostas irregularidades identificadas nas publicações.

A exigência de informações faz parte da análise judicial sobre os limites da propaganda eleitoral nas plataformas digitais e as condições necessárias para determinar a remoção ou suspensão de conteúdos.

As decisões também ocorrem em um contexto de questionamentos sobre os critérios adotados pela Justiça Eleitoral no combate à desinformação. Integrantes da campanha de Flávio Bolsonaro criticam a condução de processos relacionados a supostos abusos e conteúdos manipulados.

Canal reúne milhões de seguidores

Criado e coordenado pelo deputado André Janones, o “Exército do Lula” é utilizado para divulgar orientações, notícias e links relacionados à campanha e à militância digital do presidente. Após o primeiro turno das eleições, o canal registrou crescimento no número de participantes e chegou a aproximadamente 3,7 milhões de seguidores, conforme os dados divulgados nas reportagens que abordam o caso.

O próprio Lula incentivou publicamente seus apoiadores a acompanharem as publicações do grupo, ampliando a visibilidade do grupo durante a campanha eleitoral.

Em resposta à mobilização digital de apoiadores do presidente, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criou o canal “Tropa do Flávio”, também no WhatsApp, voltado à divulgação de conteúdos favoráveis ao candidato do PL. O grupo reúne cerca de 1,4 milhão de seguidores.

Julgamento no plenário deve definir próximos passos

A controvérsia envolvendo o “Exército do Lula” será examinada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral, que deverá avaliar os argumentos apresentados pelas partes e os elementos reunidos durante a apuração técnica. A análise poderá orientar eventuais medidas sobre o funcionamento do canal, conforme as conclusões da Corte.

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