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Dólar fecha em baixa, a R$ 5,53, com inflação menor nos EUA
Publicado 11/06/2025 • 19:40 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 11/06/2025 • 19:40 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O dólar apresentou queda firme no mercado local nesta quarta-feira (11) acompanhando a onda de desvalorização da moeda norte-americana no exterior, após leitura benigna de inflação ao consumidor nos Estados Unidos reforçar apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) ainda neste ano.
Houve também melhora pontual do apetite ao risco na esteira de anúncio de acordo comercial preliminar entre americanos e chineses, com a prorrogação do congelamento das chamadas tarifas recíprocas. Com mínima a R$ 5,5222 no início da tarde, o dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 0,59%, a R$ 5,5376, no menor nível de fechamento desde oito de outubro (R$ 5,5328).
A divisa já apresenta desvalorização de 3,18% nos oito primeiros pregões em junho. No ano, o dólar acumula perdas de 10,40% em relação ao real, que tem o melhor desempenho entre as divisas latino-americanas.
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O índice DXY – termômetro do comportamento do dólar em relação a uma cesta de seis divisas fortes – caía cerca de 0,40% no fim da tarde, ao redor dos 98,600 pontos, após mínima aos 98,525 pontos. O Dollar Index recua 0,79% no mês e 9,05% no ano.
A moeda americana recuou ao menor nível desde agosto de 2024 em relação ao peso mexicano, o principal par do real. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,1% em maio em relação a abril e 2,4% na comparação anual.
Ambas as medidas ficaram abaixo da mediana dos analistas (0,2% e 2,5%, respectivamente). O núcleo do CPI – que exclui itens voláteis como alimentos e energia – também veio aquém das expectativas.
“O CPI veio muito bom. A expectativa é de o aperto monetário nos EUA diminuir ao longo do ano, o que enfraquece o dólar”, afirma o gestor de portfólio da Azimut Brasil Wealth Management, Marcelo Bacelar, acrescentando que a probabilidade maior é de corte acumulado de 50 pontos-base na taxa básica de juros americana até o fim do ano.
Bacelar ressalta que, além da maré externa favorável nos últimos meses, o real se beneficia da saída de cena do chamado “risco monetário” doméstico, ou seja, da possibilidade de que o Banco Central sob comando de Gabriel Galípolo adotasse uma postura mais frouxa em relação à busca da meta de inflação.
Seja qual for a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na semana que vem – de manutenção da Selic em 14,75% ao ano ou de alta final de 0,25 ponto porcentual -, a taxa real de juros permanecerá ao redor de 10%, o que estimula operações de carry trade e desencoraja a manutenção de posições compradas na moeda americana.
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Siga o Times | CNBC“O real descolou dos pares no fim do ano passado muito por conta do risco monetário, além da desancoragem fiscal, que já era grave. O mercado tinha dúvidas se Galípolo ia fazer o necessário para a inflação voltar à meta. O risco monetário acabou”, afirma Bacelar. “Além do carrego muito alto, o real se beneficiou da mudança de portfólio internacional, com migração de recursos dos Estados Unidos para outras geografias”.
No campo fiscal, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse nesta quarta que comunicou à equipe econômica que setores do Congresso tiveram uma “reação ruim” ao pacote de medidas alternativas ao IOF.
A taxação de letras financeiras do agronegócio e do setor imobiliário é o ponto que enfrentaria maior resistência entre parlamentares. Partidos com assentos na Esplanada dos Ministérios, PP e União Brasil devem se posicionar contra a Medida Provisória que será editada pelo governo Lula.
Após saída de audiência tumultuada na Câmara, em que trocou farpas com parlamentares da posição, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a MP já está no Planalto e pode sair ainda na quarta.
Para Bacelar, da Azimut, apesar das discussões em torno das medidas propostas pela Fazenda, o fato de o governo não ter alterado a meta fiscal de 2026 em razão de “eventual frustração de receita” é um ponto positivo para o real. “O governo não dá sinalização publicamente de ajuste do lado da despesa, mas fez contingenciamento e congelamento bem acima do que o mercado esperava. Havia grande temor de que houvesse mudança da meta fiscal”, afirma.
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