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CNT mostra preocupação sobre PEC da escala 6×1 e projeta impacto de R$ 11,8 bilhões no transporte
Publicado 28/05/2026 • 14:01 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 28/05/2026 • 14:01 | Atualizado há 1 uma semana
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Paulo Pinto/ Agência Brasil
A Confederação Nacional do Transporte (CNT) manifestou preocupação com as propostas de redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1, que foram aprovadas na Câmara dos Deputados na última quarta-feira, 27.
Embora se declare aberta ao diálogo, a entidade defende que qualquer alteração trabalhista seja conduzida por meio de convenções e acordos coletivos, e não por imposição legal.
Leia também: CNI critica avanço da PEC da escala 6×1 e diz que debate deve ficar para depois das eleições
Segundo a CNT, o transporte é uma atividade essencial e contínua, que funciona 24 horas por dia, e uma mudança linear desconsideraria as especificidades operacionais e regionais do setor.
“Modernizar a jornada é legítimo, mas precisa ser feito com responsabilidade e um debate ponderado. O setor de transporte tem características operacionais únicas, como funcionamento contínuo e alta dependência de mão de obra”, afirma Vander Costa, presidente do Sistema Transporte.
Leia também: Expandir ferrovias aumenta competitividade brasileira, diz ministro dos Transportes
Em nota, a confederação aponta que a transição da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salários, geraria um aumento imediato de 10% no valor da hora trabalhada. Como 92,5% dos profissionais do setor cumprem o limite atual, o impacto financeiro estimado para as empresas é de R$ 11,88 bilhões. A CNT alerta que esse aumento de custo inevitavelmente se refletirá no preço das passagens e dos fretes, pressionando a inflação.
O estudo também afirma que a manutenção das operações atuais exigiria a contratação de 240 mil novos trabalhadores em um cenário em que o déficit de motoristas projetado no país supera os 120 mil profissionais.
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