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Comércio brasileiro com China atinge recorde e representa mais que o dobro do que com EUA
Publicado 13/01/2026 • 20:31 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 13/01/2026 • 20:31 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Montagem
As bandeiras da China e do Brasil sobrepostas
A corrente de comércio entre o Brasil e a China alcançou o patamar histórico de US$ 171 bilhões (aproximadamente R$ 918,2 bilhões, na cotação atual) em 2025, consolidando uma expansão de 8,2% em comparação ao ano anterior.
Os dados, revelados pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), mostram que o volume negociado com o país asiático já representa mais que o dobro das trocas com os Estados Unidos, que movimentaram US$ 83 bilhões (R$ 445,7 bilhões) no mesmo período.
O Brasil mantém superávits consecutivos com os chineses há 17 anos, atingindo US$ 29,1 bilhões (cerca de R$ 156,2 bilhões) em 2025, o que equivale a 43% de todo o saldo positivo do país com o mundo. As exportações brasileiras para a China chegaram a US$ 100 bilhões (R$ 537 bilhões), com destaque absoluto para o setor agropecuário e a indústria extrativa.
A soja e o petróleo continuam sendo os pilares dessa relação, com a China absorvendo sozinha 45% de todo o petróleo exportado pelo território nacional.
Um dos destaques de 2025 foi o salto nas exportações de café não torrado, que dobraram de valor e chegaram a US$ 459 milhões (R$ 2,4 bilhões), tornando a China o segundo maior mercado asiático para o grão brasileiro.
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No setor de carnes, as vendas de carne bovina atingiram a máxima histórica de US$ 8,8 bilhões (R$ 47,2 bilhões), um crescimento de quase 48%. Em contrapartida, as vendas de frango recuaram, e a Arábia Saudita assumiu a liderança como principal destino desse produto.
As importações brasileiras vindas da China também bateram recorde, somando US$ 70,9 bilhões (R$ 380,7 bilhões). Esse avanço de 11,5% foi impulsionado pela compra de um navio-plataforma de petróleo, orçado em US$ 2,66 bilhões (R$ 14,2 bilhões), e pela forte demanda por veículos híbridos, que somaram US$ 1,87 bilhão (R$ 10 bilhões).
O setor farmacêutico também registrou ascensão, com a importação de insulinas crescendo 64 vezes e totalizando US$ 135 milhões (R$ 724,9 milhões).
Enquanto a relação com Pequim floresce, o comércio com os EUA enfrentou dificuldades em 2025 devido às sobretaxas impostas por Trump, que afetaram cerca de 22% das exportações brasileiras para o mercado americano, totalizando US$ 8,9 bilhões (R$ 47,7 bilhões) sob tarifas.
Especialistas apontam que, embora o Brasil tente diversificar seus parceiros, o eixo asiático tornou-se o destino natural da produção nacional. A tendência é que a dependência da China continue elevada, com esforços crescentes para ampliar trocas com vizinhos como a Argentina e a Índia.
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