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Congresso aprova Orçamento 2026 com superávit de R$ 34,5 bilhões
Publicado 19/12/2025 • 17:46 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 19/12/2025 • 17:46 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
O Congresso aprovou no período da tarde desta sexta-feira (19), o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026. A votação foi feita em votação simbólica — sem registro individual. O texto segue para sanção.
O projeto fixa despesas de R$ 6,543 trilhões, além de estipular um superávit de R$ 34,5 bilhões. O número é R$ 200 milhões acima do centro da meta fiscal para o ano, fixada em R$ 34,3 bilhões.
Na prática, há uma margem de tolerância que permite déficit zero. O arcabouço fiscal tem uma margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual do PIB para mais ou para menos. Segundo o parecer do relator, deputado Isnaldo Bulhões (MDB-AL), “admite-se que o resultado primário a ser gerado em 2026 fique entre zero e R$ 68,5 bilhões”.
Algumas despesas estão fora dessa contabilidade, como parte do pagamento de precatórios (dívidas judiciais da União). Só nessa rubrica, por exemplo, são R$ 49,35 bilhões excluídos do cálculo. A partir da exclusão dos gastos com precatórios da conta para a meta fiscal, o relator apontou que houve um espaço fiscal aberto da ordem de R$ 13,8 bilhões. A utilização dessa margem fiscal foi possível por um crescimento da receita líquida de R$ 13,2 bilhões.
No plenário, o relator reverteu um impasse no piso da saúde que havia sido encaminhado pelo Executivo. O governo usava R$ 4,6 bilhões em precatórios para cumprir o mínimo exigido na saúde, o que não é permitido por lei e foi questionado pelas consultorias do Congresso. O piso foi cumprido com outras despesas, incluindo emendas parlamentares e esses precatórios foram reclassificados.
O projeto reserva R$ 49,9 bilhões para emendas parlamentares. Em 2025, foram R$ 50,4 bilhões. Os valores para 2026 serão divididos por tipo:
Há ainda R$ 11,1 bilhões previstos nas chamadas “RP2” (emendas não impositivas) e “RP3” (Programa de Aceleração ao Crescimento), cuja execução depende de decisão do governo. O projeto reserva R$ 4,9 bilhões para o fundo eleitoral, que bancará os candidatos na eleição de 2026. Já o Fundo Partidário — usado para bancar os partidos políticos — terá R$ 1,4 bilhão.
O limite de despesas primárias da União saiu de R$ 2,249 trilhões em 2025, para R$ 2,428 trilhões em 2026. A base foi corrigida pela inflação de 5,35% e pelo porcentual de 2,5% de crescimento real que permite a lei. É um crescimento nominal de 7,98%.
O gasto com pessoal deve alcançar R$ 489,5 bilhões no próximo ano. O governo previa um aumento na despesa primária com pessoal no valor total de R$ 11,4 bilhões para 2026. Desse montante, R$ 7,1 bilhões são ajustes remuneratórios e concessões de vantagens e R$ 4,3 bilhões ao provimento de 47.871 cargos, funções e gratificações.
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Siga o Times | CNBCCom os ajustes do relator, o aumento das despesas primárias com pessoal e encargos passa para R$ 12,4 bilhões em 2026.
O relatório traz ainda o novo piso para a Educação, com a aplicação mínima estimada em R$ 135,6 bilhões. Já o piso da Saúde ficou em R$ 247,5 bilhões.
Pela proposta orçamentária, serão destinados R$ 254,9 bilhões para cumprimento do piso da Saúde, o equivalente a 15% da Receita Corrente Líquida (RCL), e R$ 200,5 bilhões para o piso da Educação, que corresponde a 18% da Receita Líquida de Impostos (RLI).
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