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Diretor do Fed diz que política monetária está ‘muito restritiva’ e que inflação deve cair

Publicado 12/11/2025 • 18:20 | Atualizado há 12 meses

KEY POINTS

  • O diretor do Federal Reserve, Stephen Miran, afirmou que a política monetária dos EUA está excessivamente restritiva, destacando que o banco central deve olhar para o futuro ao decidir os juros. Ele avaliou que a inflação está próxima de 2% e deve continuar caindo, mas defendeu a necessidade de mais dados econômicos antes de ajustes adicionais.
  • Miran reforçou que o Fed não deve definir juros com base em objetivos políticos e considerou “inapropriado” usar a política monetária para lidar com questões climáticas. “A melhor forma de defender a independência do banco central é manter a neutralidade e a transparência”, afirmou.
  • O dirigente disse que o dólar segue extremamente forte como moeda de reserva global e que o balanço do Fed deve ser administrado com mais prudência, reconhecendo que o afrouxamento quantitativo pode ter sido usado “em excesso” no passado. Ele concluiu que parte da inflação recente decorre de “processos de medição”, não de pressões estruturais.

O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) Stephen Miran afirmou que a política monetária dos Estados Unidos está muito restritiva, ao participar de rodada de perguntas e respostas em evento da Universidade de Cambridge nesta quarta-feira (12).

Na ocasião, ele reiterou que o comitê do BC americano tem decidido os juros olhando para questões passadas, mas que a política “deve olhar para o futuro”.

Miran defendeu que a inflação deve cair e que está perto de 2%, mas uma maior quantidade de dados seria positivo para avaliar a saúde da economia americana. “Dados são importantes, queremos mais dados”, acrescentou.

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Na frente cambial, o diretor ressaltou que a posição internacional do dólar enquanto moeda reserva “continua extremamente forte”.

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O diretor do Federal Reserve disse que o BC norte-americano não deve estabelecer a política monetária por fins políticos. Ele também ponderou que “não é apropriado” para a instituição monetária decidir juros em repercussão de questões climáticas. “A melhor forma de defender a independência do banco central é mostrar que não decidimos política monetária por fins políticos. Ser imparcial e neutro, sem envolvimento em outras questões”, disse, ao defender a transparência.

Ainda, para o diretor, o balanço patrimonial do Fed deve ser usado com mais prudência e que o afrouxamento quantitativo pode ter sido usado “em excesso” no passado.

Miran também ressaltou que é importante pensar no que “verdadeiramente está acontecendo” com a inflação e acompanhar o que os indicadores econômicos mostram. “A inflação elevada deve-se principalmente ao processo de medição”, acrescentou.

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