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Dólar desacelera alta com riscos geopolíticos e liquidez reduzida nos EUA
Publicado 19/01/2026 • 13:54 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 19/01/2026 • 13:54 | Atualizado há 3 semanas
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Dólar recua com apetite a risco externo, ata do Copom e dados da indústria
O dólar desacelerou a alta no mercado à vista nesta segunda-feira (19), em movimento alinhado à valorização da moeda americana frente a outras divisas emergentes ligadas a commodities, em meio ao aumento dos riscos geopolíticos envolvendo Estados Unidos, Groenlândia e Europa, além da queda dos preços do petróleo e do minério de ferro.
Por volta das 9h30, o dólar à vista subia 0,02%, a R$ 5,3739, após atingir máxima de R$ 5,3819 (+0,17%) e mínima de R$ 5,3704 (-0,04%).
O movimento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar tarifas contra países europeus para pressionar um acordo sobre a compra da Groenlândia. As alíquotas seriam de 10% a partir de fevereiro de 2026 e 25% em junho, caso não haja avanço nas negociações.
A União Europeia afirmou que não há reunião prevista entre Ursula von der Leyen e Trump durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, e disse priorizar o diálogo para conter as tensões, embora avalie possíveis retaliações.
A liquidez no mercado global é menor nesta segunda-feira por conta de feriado nos Estados Unidos, o que favorece ajustes e realização de lucros.
No Brasil, investidores acompanham dados de inflação. A mediana do boletim Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses subiu para 4,04%, enquanto a projeção para o IPCA de 2026 recuou para 4,02%, abaixo do teto da meta.
O IPC-Fipe desacelerou para 0,35% na segunda quadrissemana de janeiro, mas o coordenador do índice, Guilherme Moreira, alertou para pressões em Transportes e Educação, com destaque para a alta da gasolina e do etanol. Já o IPC-Semanal da FGV acelerou em quatro das sete capitais pesquisadas.
O mercado também monitora entrevista do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao UOL News, e a participação do Brasil no Fórum Econômico Mundial. A ministra Esther Dweck será a única representante do governo brasileiro em Davos, enquanto executivos de grandes empresas e bancos representam o setor privado.
Na sexta-feira (16), o dólar à vista fechou a R$ 5,3726, com alta de 0,08% no dia e de 0,13% na semana, mas ainda acumula queda de 2,12% em 2026, sustentada pelo diferencial de juros favorável ao Brasil.
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