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Governo lança medidas para ampliar crédito de quem paga as contas em dia; entenda
Publicado 29/06/2026 • 12:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/06/2026 • 12:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Notas de dinheiro
O governo federal anunciou nesta segunda-feira (29) um conjunto de iniciativas para ampliar o acesso ao crédito no país. As medidas, enviadas por Medida Provisória, têm em comum o foco em quem está com as contas em dia e não em devedores, como em edições anteriores do Desenrola.
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O chamado Desenrola Adimplentes é voltado a trabalhadores informais, sem carteira assinada, que não sejam servidores públicos nem aposentados ou pensionistas do INSS. O programa permite a substituição de empréstimos existentes por novas operações com juros de até 1,99% ao mês e prazo mais longo.
O tomador ainda pode contratar crédito adicional de até 50% do saldo devedor, desde que a nova parcela não passe de 90% do valor original.
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Para entrar no programa, o trabalhador precisa ter dívidas de crédito pessoal de até R$ 15 mil por instituição, ter pago ao menos quatro parcelas e estar adimplente ou com atraso de no máximo 90 dias.
O Fies Empreendedor abre uma linha de crédito para quem financiou a faculdade pelo programa federal e manteve o pagamento em dia. Não há perdão nem renegociação de dívida, a proposta é financiar novos negócios para esse público.
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Siga o Times | CNBCOs juros são de 0,87% ao mês. Pessoas físicas podem pegar até R$ 80 mil em até 60 meses; empresas, até R$ 180 mil em até 96 meses. A exigência é ter quitado as últimas 36 parcelas do Fies sem renegociação.
O governo estima que cerca de 500 mil beneficiários estão adimplentes no Fies. Desse total, entre 50 mil e 125 mil devem se enquadrar nos critérios da nova linha.
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O pacote também regulamenta o uso do saldo do FGTS como garantia em operações de crédito consignado privado para trabalhadores com carteira assinada.
A medida vale para contratos firmados a partir desta segunda-feira e também para portabilidade e refinanciamento. Com a garantia do fundo, os juros ficam limitados a 1,99% ao mês.
A adesão é opcional. O trabalhador pode contratar pela Carteira de Trabalho Digital ou pelos canais das próprias instituições financeiras.
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