Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Há espaço para novos cortes da Selic neste ano, avalia Fernanda Rocha
Publicado 03/08/2026 • 19:00 | Atualizado há 56 minutos
Ações da Snap disparam 10% após resultados acima do esperado e previsão de vendas robusta
25 estados americanos processam governo Trump por nova rodada de tarifas globais
‘A Odisseia’ impulsiona ações da Imax a um recorde histórico; CEO chama esse impulso de “ciclo virtuoso”
Amazon supera US$ 3 trilhões em valor de mercado após balanço acima das expectativas
ChatGPT domina primeiros gastos com I.A no Congresso dos EUA enquanto parlamentares discutem regulação
Publicado 03/08/2026 • 19:00 | Atualizado há 56 minutos
KEY POINTS
A expectativa de que o Banco Central possa estender o ciclo de queda dos juros para além da reunião desta semana ganhou força após a revisão das projeções do mercado para a Selic, segundo Fernanda Rocha, assessora de investimentos da Monte Bravo e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Ela afirmou nesta segunda-feira (3) que o Boletim Focus já passou a indicar uma taxa básica de 13,75% no fim deste ano, refletindo a possibilidade de um corte adicional depois da decisão esperada para esta semana.
Segundo a especialista, até poucos dias atrás a expectativa predominante era de encerramento do ano com a Selic em 14%, mas a revisão das projeções abriu espaço para um cenário de flexibilização monetária um pouco mais intenso.
“Muitos economistas já falam sobre essa possibilidade e ainda tem muita coisa acontecendo. Esse movimento de queda pode até se acentuar”, afirmou.
Na avaliação de Fernanda, o comportamento do dólar continua sendo um dos principais fatores para explicar o desempenho de ativos como ouro, Bolsa brasileira e mercados emergentes.
Segundo ela, quando a moeda americana perde força, parte dos recursos migra para outros ativos de risco e para investimentos considerados alternativas ao dólar.
“Quando o dólar se fortalece, ele suga dinheiro do mundo todo, inclusive do ouro. Quando recua, libera recursos para outras teses, como ouro, Bolsa e mercados emergentes”, explicou.
Leia também: Fernanda Rocha: Mercado mantém expectativa de corte da Selic apesar das incertezas no cenário externo
A assessora destacou que esse movimento também ajudou alguns ativos brasileiros ao longo das últimas sessões, favorecendo a entrada de capital na renda variável.
Outro ponto de atenção, segundo Fernanda, é a mudança na dinâmica do iene e o possível desmonte das operações de carry trade, estratégia em que investidores captam recursos a juros baixos no Japão para investir em ativos de maior rendimento, como os Treasuries americanos.
Ela explicou que uma redução desse movimento pode provocar aumento dos juros de longo prazo nos Estados Unidos, encarecendo o custo de financiamento para empresas e governos em diversos países.
Leia também: IPCA-15 abaixo do esperado reforça aposta em corte da Selic e derruba juros futuros
“Se começa a haver um desmonte dessas posições, os juros longos americanos sobem e isso impacta o mundo inteiro. O custo da dívida aumenta para todos”, afirmou.
Segundo Fernanda, esse processo já vem sendo observado há mais de um ano e merece atenção dos investidores.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCA especialista também chamou atenção para uma diferença frequentemente ignorada nas discussões sobre crédito.
Segundo ela, embora muitos empresários concentrem suas preocupações na Selic, é o comportamento dos juros longos que realmente influencia o refinanciamento das dívidas corporativas.
Leia também: Expert XP: cenário global deve encerrar ciclo de cortes da Selic em breve, diz Andressa Durão, da ASA
“A Selic não é o principal fator para a rolagem das dívidas das empresas. O que realmente impacta é o juro longo, porque é ele que determina o custo do financiamento”, explicou.
Na avaliação dela, mudanças no mercado internacional acabam afetando diretamente a curva de juros brasileira por meio desse mecanismo.
Questionada sobre os impactos da instabilidade no Japão, Fernanda afirmou que um eventual fortalecimento adicional do dólar tende a favorecer apenas a economia americana.
Segundo ela, caso os Treasuries passem a oferecer retornos ainda maiores, parte do capital global poderá migrar novamente para os Estados Unidos, reduzindo o fluxo para mercados emergentes.
Leia também: CNI mantém projeção do PIB, eleva inflação e vê Selic a 13,75% em 2026
“Dólar forte definitivamente não é bom para nós. Quando ele enfraquece, o dinheiro vai para ouro, commodities, emergentes e Bolsa. É isso que beneficia mercados como o brasileiro”, disse.
Ao comentar o comportamento recente do Ibovespa, Fernanda ressaltou que a forte participação de empresas ligadas às commodities faz com que a Bolsa brasileira acompanhe de perto as oscilações dos preços internacionais.
Segundo ela, a recente queda do petróleo limitou o desempenho do índice, enquanto o enfraquecimento do dólar ajudou a sustentar parte da recuperação observada ao longo do pregão.
“Nossa Bolsa é muito ligada às commodities. Quando petróleo e outras matérias-primas recuam, isso pesa bastante por aqui. Já um dólar mais fraco acaba favorecendo a entrada de recursos no mercado brasileiro”, concluiu.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Mega-Sena acumula e prêmio principal sobe para R$ 135 milhões
2
TIM vai fornecer energia inteligente com IoT, rede privativa e substações para a CPFL em acordo de R$ 60 milhões
3
Sorteio da Mega-Sena neste domingo pode pagar até R$ 100 milhões
4
O que acontece se a Braskem entrar em recuperação judicial? Entenda os próximos passos
5
O que explica a saída da Prudential do Brasil?