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Ibovespa B3 interrompe sequência de altas; dólar sobe com cautela global
Publicado 07/01/2026 • 18:16 | Atualizado há 1 uma semana
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Publicado 07/01/2026 • 18:16 | Atualizado há 1 uma semana
KEY POINTS
Pixabay
Ibovespa B3
O Ibovespa B3 interrompeu a sequência de altas e fechou esta quarta-feira (7) em queda de 1,03%, aos 161.975,24 pontos, devolvendo parte do avanço recente após ter retomado a faixa dos 164 mil pontos nos pregões anteriores.
O movimento refletiu realização de lucros, aumento da cautela no exterior e forte volatilidade em papéis específicos, especialmente no setor aéreo.
O principal destaque negativo do dia foi a Azul (AZUL54), que sofreu um tombo de 50%, movimento que distorceu os rankings do pregão e contribuiu para o mau humor do mercado. Gol (GOLL54) também recuou, assim como Ambipar (AMBP3), reforçando a pressão sobre ações mais voláteis e de menor capitalização.
Na contramão, Cogna (COGN3) figurou entre as poucas altas relevantes, com avanço de 7,81%, beneficiada por fluxo especulativo.
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Do lado das maiores quedas, além da Azul, apareceram Fertilizantes Heringer e Oi, refletindo a combinação de aversão a risco e ajustes técnicos em ativos que já vinham pressionados.
No mercado de juros, a Taxa DI permaneceu estável em 14,90%, enquanto o Índice DI avançou para 54.373,14 pontos, sinalizando que o mercado segue sem alterar de forma relevante as expectativas para o início do ciclo de cortes da Selic, ainda condicionado à dinâmica da inflação e à atividade econômica.
O Ibovespa VIX recuou 1,42%, para 16,01 pontos, indicando que, apesar da queda do índice, não houve aumento expressivo da percepção de risco estrutural, mas sim um ajuste pontual após sessões de forte alta.
No câmbio, o dólar comercial fechou praticamente estável, com leve alta de 0,12%, cotado a R$ 5,38, em um dia marcado por cautela global antes da divulgação de uma bateria de dados econômicos nos Estados Unidos.
No exterior, investidores monitoraram especialmente indicadores do mercado de trabalho e do setor de serviços, fundamentais para calibrar as expectativas em relação à política monetária do Federal Reserve.
Além do cenário macro, o mercado também acompanhou riscos geopolíticos, como a crise na Venezuela, e ruídos políticos domésticos, incluindo desdobramentos envolvendo o Banco Master e discussões no governo sobre mudanças ministeriais. Apesar disso, esses fatores tiveram impacto limitado sobre o câmbio ao longo do dia.
O pregão foi marcado, portanto, por um movimento de correção técnica da Bolsa, após a forte valorização recente, com investidores adotando postura mais defensiva enquanto aguardam novos sinais do cenário externo e maior clareza sobre os próximos passos da política monetária global e doméstica.
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