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Indústria desacelera no 1º quadrimestre de 2026 sob impacto de juros altos, aponta CNI

Publicado 10/06/2026 • 12:24 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O crescimento real da indústria em abril foi 0,5%, significativamente menor do que nos dois meses anteriores, quando o faturamento havia crescido 3,7% e 3,9%.
  • A comparação com os quatro primeiros meses de 2025 também é negativa, com um faturamento 2,5% menor. 
  • CNI acredita que principais fatores por trás da perda de dinamismo da indústria de transformação são o patamar elevado das taxas de juros e suas consequências.
Indústria

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O faturamento real da indústria de transformação cresceu 0,5% em abril, em relação a março, de acordo com os Indicadores Industriais, divulgados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta quarta-feira (10). 

Embora o dado de abril tenha sido positivo, a CNI aponta para alguns pontos de preocupação, já que o índice foi significativamente menor do que nos dois meses anteriores, quando o faturamento havia crescido 3,7% e 3,9%.

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A comparação com os quatro primeiros meses de 2025 também é negativa, com um faturamento 2,5% menor. 

A desaceleração da atividade industrial também é observada no número de horas trabalhadas na produção, que recuou 1,3% em abril e já acumula queda de 1,5% nos quatro primeiros meses de 2026 frente ao mesmo período do ano passado.

Já a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) caiu de 77,5% para 77,1%. Na média dos quatro primeiros meses do ano, o uso do parque industrial caiu 1,5% em relação aos quatro primeiros meses de 2025, refletindo um aumento da ociosidade resultante da queda da demanda por bens industriais.

“Os principais fatores por trás da perda de dinamismo da indústria de transformação são o patamar elevado das taxas de juros e suas consequências, como o encarecimento do custo do crédito e o aumento do endividamento das famílias e das empresas, reduzindo o espaço para o crescimento do consumo”, explica Larissa Nocko, especialista em Políticas e Indústria da CNI.

Rendimento médio volta a crescer

Embora o emprego tenha caído 0,2% em abril e acumule retração de 1,5% nos quatro primeiros meses de 2026, os demais indicadores relacionados ao mercado de trabalho industrial vão na contramão. 

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O rendimento médio real pago aos trabalhadores industriais subiu 5,3% entre março e abril, revertendo três meses consecutivos de queda. No primeiro quadrimestre do ano, o indicador avançou 1,3% frente ao mesmo período do ano passado. Movimento semelhante se observou na massa salarial. O indicador cresceu 5% entre março e abril e, agora, acumula alta de 0,5% nos quatro primeiros meses do ano. 

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“Embora a pesquisa mostre queda do emprego industrial pela sexta vez nos últimos 8 meses, é importante destacar que o mercado de trabalho, como um todo, continua bastante aquecido. Além disso, a taxa de desemprego registra mínimas históricas. Então, existe pouco espaço para o crescimento da ocupação e essa configuração acaba levando ao aumento dos salários”, finalizou Nocko.

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