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Inflação recua em abril, mas comida e remédio ainda pesam no bolso do brasileiro
Publicado 12/05/2026 • 09:10 | Atualizado há 8 horas
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Publicado 12/05/2026 • 09:10 | Atualizado há 8 horas
KEY POINTS
Helio Montferre/Ipea
A inflação perdeu força em abril, mas os preços de alimentos e medicamentos continuaram pressionando o orçamento dos brasileiros. O IPCA subiu 0,67% no mês, abaixo dos 0,88% registrados em março, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No acumulado de 12 meses, o índice chega a 4,39%.
Alimentação e saúde juntos responderam por cerca de dois terços do resultado. Só em casa, os alimentos subiram 1,64%, puxados pela cenoura (26,63%), pelo leite longa vida (13,66%) e pela cebola (11,76%).

Segundo José Fernando Gonçalves, gerente do IPCA no IBGE, o clima mais seco reduz o pasto, eleva o custo com ração e, no fim, encarece o leite. A alta dos combustíveis também entra na conta, pelo impacto no frete. “Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços”, disse.
Na ponta contrária, café moído (-2,30%) e frango em pedaços (-2,14%) ajudaram a segurar o índice de alimentos. Comer fora ficou 0,59% mais caro.
No grupo saúde e cuidados pessoais, o destaque foi o reajuste de medicamentos, autorizado em até 3,81% a partir de 1º de abril, que levou os produtos farmacêuticos a subirem 1,77%. Perfumes (1,94%) e artigos de higiene pessoal (1,57%) também pressionaram o grupo, que acumula 2,91% no primeiro quadrimestre, ligeiramente acima dos 2,83% do mesmo período de 2025.
Gonçalves aponta que o reajuste de remédios foi menor do que no ano passado (limite de 5,09%) e que o dólar está menos pressionado agora, o que ajuda a indústria farmacêutica.
No grupo habitação (0,63%), o gás de botijão subiu 3,74% e a energia elétrica avançou 0,72%, absorvendo reajustes tarifários em cidades como Rio de Janeiro, Campo Grande, Salvador, Recife, Aracaju e Fortaleza.
Enquanto isso, transporte foi o grupo que mais aliviou o índice: passou de 1,64% em março para apenas 0,06% em abril. A passagem aérea despencou 14,45%, e o ônibus urbano recuou 1,13%, por conta de gratuidades e reduções tarifárias aos domingos e feriados em diversas capitais.
Mesmo assim, a gasolina ainda subiu 1,86%, desacelerando frente aos 4,59% de março, e seguiu como o item de maior impacto individual no índice (0,10 p.p.). Diesel (4,46%) também chamou atenção.
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