Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Liquidação do Master não abalou sistema financeiro, diz Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central
Publicado 25/05/2026 • 09:11 | Atualizado há 1 hora
Publicado 25/05/2026 • 09:11 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil.
Processo de pagamento aos clientes do Banco Master após a decretação de liquidação extrajudicial pelo Banco Central do Brasil. Créditos:Rovena Rosa/Agência Brasil.
O Banco Central confirmou nesta segunda-feira (25) que a liquidação do Conglomerado Master não produziu efeitos sistêmicos sobre o Sistema Financeiro Nacional. A conclusão consta do Relatório de Estabilidade Financeira referente ao segundo semestre de 2025, publicação semestral da autoridade monetária brasileira.
Segundo o BC, os mecanismos de proteção vinculados ao Fundo Garantidor de Créditos funcionaram dentro do modelo institucional previsto, “evidenciando a capacidade de absorção de choques e a resiliência do sistema financeiro”.
Leia também: Tudo que sabemos sobre o maior IPO da história; SpaceX, uma empresa de I.A. com máscara de fogueteira
Depois de ressarcidos pelo FGC, os clientes do Master direcionaram seus recursos principalmente para instituições financeiras de maior porte e de maior relevância sistêmica. O movimento, segundo o BC, estava dentro do esperado para eventos desse tipo.
🔍 O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) é uma entidade privada sem fins lucrativos que protege depositantes e investidores no caso de intervenção, liquidação extrajudicial ou falência de uma instituição financeira. O fundo cobre até R$ 250 mil por CPF por instituição, com limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos.
O relatório destaca que as instituições financeiras mantiveram “amplo acesso ao mercado de captações” após o episódio, o que o BC interpreta como sinal de confiança dos depositantes na solidez do sistema.
Leia também: Inflação sobe e projeção do PIB melhora no Boletim Focus desta semana
O BC classificou o Master como um conglomerado de crédito diversificado, de porte pequeno, enquadrado no segmento S3 da regulação prudencial. Pelo tamanho da instituição, o impacto potencial sobre o sistema já era limitado desde o início da crise.
Os números confirmam essa avaliação. O conglomerado representava 0,57% do ativo total e 0,55% das captações totais do Sistema Financeiro Nacional. Com essa participação, o BC concluiu que o evento “não traz risco de natureza sistêmica”.
🔍 O segmento S3 da regulação prudencial do Banco Central agrupa bancos de porte médio a pequeno, com relevância sistêmica reduzida. As instituições classificadas nesse segmento estão sujeitas a exigências regulatórias proporcionais ao seu tamanho e ao risco que representam para o sistema.
Leia também: Por que a PGR considera insuficiente a primeira proposta de delação de Daniel Vorcaro
O relatório também registra que a crise pontual com o Master não influenciou as taxas praticadas em instrumentos garantidos pelo FGC. Mesmo com a liquidação em curso, o mercado de captações dessas modalidades manteve estabilidade de preços.
Apesar do desfecho controlado no caso Master, o BC reforçou no mesmo relatório que o cenário geral ainda exige cautela. A inadimplência das famílias subiu em todas as modalidades de crédito, e a capacidade de pagamento dos tomadores de menor renda deve permanecer pressionada ao longo de 2026.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Mais lidas
1
Bombardier apresenta em SP jato mais rápido do mundo; fila de espera é de 2 anos e custo de US$ 85 mi
2
Mega-Sena 30 anos: duas apostas dividem prêmio de R$ 336 milhões; veja números sorteados
3
Mais de 200 empresas brasileiras migram para o Paraguai e reduzem custos em até 40%
4
Quando será o sorteio da Mega-Sena de 30 anos? Veja data e prêmio
5
Ministério Público investiga ligações entre a Equatorial e o escândalo do Banco Master na privatização da Sabesp