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Mercado em compasso de espera e dólar pressionado em quarto dia do julgamento no STF
Publicado 09/09/2025 • 22:34 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 09/09/2025 • 22:34 | Atualizado há 8 meses
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Mercado de ações.
Pixabay.
O terceiro dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF) mantém o mercado em compasso de espera. Segundo João Carlos Oliveira, superintendente de mesa de operações da Moneycorp, a cautela deve continuar ditando os negócios no câmbio nesta quarta-feira (10).
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O dólar tende a seguir em valorização frente ao real, com investidores atentos à sequência dos votos dos ministros, após duas manifestações já pela condenação. A percepção é de que as maiores oscilações podem ocorrer mais adiante, sobretudo na sexta-feira, quando se prevê a definição sobre o prazo de retenção e reclusão dos réus.
No cenário externo, a possibilidade de condenação também é acompanhada de perto. Oliveira lembra que o temor é que o presidente americano, Donald Trump, endureça ainda mais a postura comercial contra o Brasil. Apesar do tarifário de 50% já em vigor, há expectativa de que novas sanções ou aumento das tarifas sobre produtos exportados brasileiros entrem no radar, adicionando volatilidade ao ambiente e reforçando a postura defensiva dos investidores.
Desde que o julgamento começou, analistas lembram que o mercado já vinha precificando a saída de Bolsonaro da disputa eleitoral de 2026 desde a decisão do TSE que o tornou inelegível. Por isso, uma condenação no STF não deve surpreender. O temor, no entanto, é que o desfecho extrapole o campo político e traga efeitos imediatos sobre câmbio, juros e Bolsa de Valores.
Para Adriana Ricci, fundadora da SHS Investimentos, a expectativa de instabilidade política pode mexer diretamente no câmbio. “O investidor é movido pela confiança. O risco de atrito com os Estados Unidos pode fortalecer o dólar e aumentar a volatilidade da Bolsa. A valorização da moeda americana encarece importados, pressiona a inflação e pode alterar expectativas sobre juros. Isso chega até o consumidor: combustíveis, crédito e viagens internacionais são alguns dos itens que podem ficar mais caros.”
A dimensão diplomática pesa ainda mais após Trump ter citado Bolsonaro ao anunciar tarifas de 50% contra o Brasil em julho. Especialistas avaliam que uma eventual condenação pode abrir espaço para novas medidas retaliatórias dos EUA, incluindo sanções a instituições financeiras brasileiras e restrições comerciais.
O economista André Perfeito alertou que Trump provavelmente irá endurecer sanções. “Não tem muito o que dizer, apenas lembrar que, caso o ex-presidente Jair Bolsonaro seja condenado – e tudo indica que sim – Trump irá retaliar o Brasil. Não podemos saber o que irá fazer, mas deve fazer, pois se não fizer perde sua ‘alavancagem’ sobre o Brasil”, disse.
Segundo ele, o risco maior é de o Brasil entrar no centro da disputa entre Washington e Pequim: “Caso não retalie o Brasil, tudo ficará pendurado na negociação com a China. E se Trump perder essa frente, virá com tudo sobre o Brasil.”
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