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Gayer: ‘fio de esperança’ da defesa dos acusados, Luiz Fux pode ter voto decisivo no julgamento de Bolsonaro e aliados
Publicado 09/09/2025 • 22:11 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 09/09/2025 • 22:11 | Atualizado há 12 meses
KEY POINTS
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O voto do ministro Luiz Fux no julgamento da ação penal da trama golpista, que será proferido nesta quarta-feira (10), a partir das 9 horas, é o mais aguardado pelos réus e pelos próprios colegas de Supremo Tribunal Federal (STF). A interlocutores, Fux avisou que sua manifestação será longa.
Descrito nos bastidores pelos advogados de defesa como "fio de esperança", o magistrado tem sinalizado divergências de mérito com o ministro relator, Alexandre de Moraes, desde o recebimento da denúncia oferecida pela Procuradoria-Geral da República.
Há quem cogite, inclusive, que o ministro vote para absolver algum dos oito réus pelo crime de golpe de Estado. Um pedido de vista que atrasaria o desfecho do julgamento não é provável, mas segue uma possibilidade.
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Na sessão desta terça-feira, Fux protagonizou dois momentos de tensão com seus pares. Primeiro, com Moraes, ao interrompê-lo para avisar que vai se pronunciar, no seu voto, sobre questionamentos das defesas dos réus afastados de imediato pelo relator.
Em outro momento, Fux reclamou que o ministro Flávio Dino teria descumprido um combinado e pedido para se manifestar durante o voto de Moraes. "Ele pediu a mim, não a vossa excelência", respondeu o relator, em tom firme.
Fux foi o único ministro da Primeira Turma a votar contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Apesar da esperança depositada pelos réus, o magistrado carioca tem sido voz isolada na primeira turma do Supremo Tribunal Federal. Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, via de regra, têm votado de maneira sintonizada com o relator Alexandre de Moraes no caso da trama golpista.
No dia em que a Primeira Turma começou a votar o destino de Bolsonaro, o presidente Lula, durante evento em Manaus, criticou aliados do ex-presidente por levarem denúncias contra o Brasil aos EUA. Segundo ele, o ex-presidente “tentou dar um golpe de Estado” e planejou ataques contra autoridades como ele próprio, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o ministro Alexandre de Moraes. Lula também ironizou os pedidos de anistia antes mesmo da condenação, lembrando que, quando foi preso, poderia ter deixado o país, mas preferiu permanecer e se defender.
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