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Por Nathalia Gimenes
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Publicado 05/05/2026 • 09:56 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
O decreto promulga o Acordo sobre Facilitação do Comércio do Mercosul, firmado entre o Brasil, a Argentina, o Paraguai e o Uruguai.
O acordo comercial entre Mercosul-UE, iniciado na última semana, começou a produzir efeitos e já movimenta expectativas no comércio internacional. A medida reduz tarifas e amplia o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu, o que deve gerar ganhos relevantes para os blocos envolvidos.
Ao mesmo tempo, os efeitos da nova parceria não serão sentidos de forma igual por todos os lados. Enquanto as empresas devem perceber os primeiros resultados rapidamente, o impacto no bolso do consumidor tende a aparecer de forma mais gradual. Entenda cinco pontos envolvendo os dois mercados.
Leia também: Vinho, queijo e muito mais: acordo Mercosul-UE pode tornar 5 mil produtos mais baratos no Brasil
A validação do acordo entre Mercosul e União Europeia pode impulsionar as exportações brasileiras em até US$ 1 bilhão nos próximos 12 meses. Esse crescimento deve vir principalmente da redução de barreiras comerciais, que facilita a entrada de produtos do Mercosul na Europa.
Além disso, a variedade de produtos presentes nas exportações pode ser um fator importante para impulsionar os negócios.
Logo no início da vigência, na última sexta-feira (1), cerca de 543 produtos brasileiros passam a contar com vantagens comerciais imediatas. Isso inclui itens que terão tarifas reduzidas ou até mesmo zeradas, aumentando a competitividade no mercado europeu.
Entre a redução ou extinção das tarifas, o acordo entre os dois mercados impacta cerca de 5 mil produtos. A diminuição das taxas acontece de forma progressiva para parte dos itens, o que indica mudanças graduais nas relações comerciais entre os blocos. Os dados da ApexBrasil mostram que o avanço inicial das exportações brasileiras para a União Europeia deve ser puxado, principalmente, por setores industriais.
Entre eles, ganham destaque máquinas e equipamentos, transporte, obras diversas, artigos manufaturados e produtos químicos, que combinam demanda elevada no mercado europeu com redução imediata ou acelerada de tarifas.
No segmento de máquinas e equipamentos, o potencial de crescimento aparece ligado à baixa participação atual do Brasil nas importações europeias.
Itens como motores para geração de energia, motores de pistão e geradores elétricos entram com tarifa zerada já no início do acordo. Mesmo com presença ainda limitada, que varia entre cerca de 1,4% e 2,8%, a competitividade brasileira abre espaço para expansão rápida nesse mercado.
O setor de transporte também surge como estratégico. A exportação de aviões e outros veículos aéreos já tem presença relevante na Europa, com participação de 5,7%.
A parceria entre Mercosul e UE traz uma diferença na abertura de mercado. Enquanto o Mercosul reduz tarifas sobre cerca de 54% dos produtos europeus, a União Europeia aplica cortes em aproximadamente 10% dos itens de forma inicial.
Leia também: Acordo Mercosul-UE pode ampliar competitividade da indústria brasileira
Apesar das mudanças já estarem em vigor, os efeitos diretos para o consumidor não devem ser imediatos. Inicialmente, as empresas exportadoras sentem os benefícios do acordo Mercosul-UE. Logo depois, conforme o comércio se ajusta e a concorrência aumenta, os preços e a oferta de produtos para os consumidores podem mudar ao longo do tempo.
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