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Moody’s vê impacto limitado do acordo Mercosul-UE no crédito do Brasil
Publicado 26/01/2026 • 11:42 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 26/01/2026 • 11:42 | Atualizado há 4 meses
Reprodução
Mercosul, Brasil e União Europeia
A agência de classificação de risco Moody’s avalia que os efeitos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) sobre o perfil de crédito soberano do Brasil devem ser limitados no curto prazo, dado o impacto modesto esperado sobre o crescimento econômico imediato. Ainda assim, o relatório destaca benefícios estruturais relevantes, como a diversificação das exportações para além de China e Estados Unidos e o estímulo ao investimento estrangeiro direto, especialmente nos setores de agronegócio e energia renovável.
Segundo a Moody’s, o Brasil está bem posicionado para ser o principal beneficiário dentro do Mercosul, em função da escala e composição de sua pauta exportadora. Em 2024, a União Europeia respondeu por cerca de 16% do comércio total do bloco, e, no caso brasileiro, as exportações para o mercado europeu são dominadas por produtos agrícolas – como carne bovina, aves e açúcar – além de minérios.
A agência observa que as tarifas impostas pelo Mercosul a determinados bens europeus seguem elevadas, chegando a 35% para autopeças e 28% para laticínios. A eliminação gradual dessas barreiras tende a aumentar a competitividade e gerar ganhos de eficiência para as economias da região.
Por outro lado, a Moody’s ressalta que parte relevante das exportações brasileiras, como petróleo e produtos minerais, já enfrenta tarifas reduzidas no comércio com a UE, com média de apenas 0,5%, o que limita ganhos adicionais imediatos.
Leia também: Acordo Mercosul-UE deve impulsionar M&A no Brasil e atrair investidores europeus
Para os soberanos do Mercosul e seus setores estratégicos, o acordo é considerado positivo no médio e longo prazo, ao ampliar acesso a mercados, fomentar investimentos e reduzir a dependência comercial de poucos parceiros. A agência lembra que a União Europeia já é o maior investidor estrangeiro direto na região.
Os efeitos, contudo, devem ser graduais. A Moody’s aponta que o processo de ratificação política e a implementação das medidas previstas no tratado podem se estender por anos, restringindo benefícios no curto prazo. O acordo também impõe exigências ambientais, como o cumprimento das metas do Acordo de Paris, o que pode gerar custos de adaptação para alguns setores produtivos.
Para investidores, a leitura da agência reforça que o pacto tem potencial de melhorar o ambiente estrutural de crescimento do Brasil e da região, ainda que seus efeitos fiscais e macroeconômicos mais imediatos sejam contidos.
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