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Economia Brasileira

Tensão no Oriente Médio e decepção com Petrobras pressionam Ibovespa abaixo dos 181 mil pontos

Publicado 12/05/2026 • 13:06 | Atualizado há 6 horas

KEY POINTS

  • Escalada das tensões entre EUA e Irã mantém investidores avessos a risco e amplia preocupação com inflação global.
  • Ações da Petrobras recuam após lucro trimestral ficar 21,5% abaixo das estimativas do mercado.
  • Dados de inflação no Brasil e nos EUA vieram dentro do esperado, mas tiveram impacto limitado sobre os ativos.

O aumento da aversão global a risco e a repercussão negativa do balanço da Petrobras pressionaram o Ibovespa nesta terça-feira, em um pregão marcado por preocupações com a guerra no Oriente Médio, inflação global e incertezas sobre os juros no Brasil e nos United States.

O índice chegou a operar abaixo dos 181 mil pontos após abrir próximo da estabilidade e aprofundou as perdas ao longo da manhã, refletindo o aumento da cautela dos investidores diante da falta de perspectivas para um acordo de paz entre EUA e Iran.

Além das tensões geopolíticas, o mercado também repercutiu os resultados de inflação divulgados no Brasil e nos Estados Unidos. Apesar de os indicadores terem vindo em linha com as expectativas, o impacto sobre os ativos foi limitado diante do peso do cenário internacional.

“O que está pegando é o cenário externo”, afirmou Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus, ao destacar que os índices de inflação não surpreenderam o mercado.

Petrobras decepciona mercado mesmo com alta do petróleo

Outro fator de pressão sobre o Ibovespa foi o desempenho das ações da Petrobras, que recuavam apesar da alta superior a 3% do petróleo no exterior.

O lucro da estatal ficou 21,5% abaixo da média das estimativas de cinco instituições consultadas pelo Prévias Broadcast, frustrando parte do mercado. A companhia também aprovou o pagamento de R$ 9,03 bilhões em remuneração aos acionistas.

Segundo a Monte Bravo, a surpresa negativa no resultado trimestral foi causada por um descasamento entre entregas e preços ao longo do trimestre, cenário que pode favorecer uma dinâmica operacional mais positiva no segundo trimestre de 2026.

O pregão também foi pressionado pelo recuo de 0,98% do minério de ferro, movimento que afetou ações ligadas ao setor metálico, além de perdas em bancos e empresas mais sensíveis ao ciclo econômico.

Inflação fica dentro do esperado no Brasil e nos EUA

Divulgado nesta manhã, o IPCA de abril avançou 0,67%, desacelerando em relação à alta de 0,88% registrada em março, segundo dados do IBGE. No acumulado de 12 meses, a inflação brasileira ficou em 4,39%.

Embora o resultado tenha vindo em linha com as projeções do mercado, analistas avaliam que a composição do índice continua exigindo cautela do Banco Central do Brasil.

“O número cheio importa menos do que parece. Núcleo e serviços subjacentes acelerando é uma história bem diferente e é exatamente isso que o Banco Central olha para calibrar a Selic”, afirmou Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.

O mercado também acompanhou a desaceleração do IGP-M, que subiu 0,27% na primeira prévia de maio, após avanço de 0,95% na mesma leitura de abril.

Nos EUA, a inflação ao consumidor avançou 0,6% em abril, em linha com as expectativas, reforçando as discussões sobre os próximos passos da política monetária americana.

Guerra segue no centro das atenções do mercado

Apesar dos indicadores econômicos, o foco principal dos investidores continuou concentrado no conflito envolvendo EUA e Irã, especialmente após o presidente Donald Trump classificar como “lixo” a proposta iraniana para um acordo de paz.

O temor de novos impactos sobre o petróleo e sobre a inflação global segue pressionando os mercados internacionais e aumentando a cautela em relação aos próximos movimentos dos bancos centrais.

Na véspera, o Ibovespa já havia fechado em queda de 1,19%, aos 181.908,87 pontos, menor nível desde 27 de março.

Às 11h31, o índice recuava 1,01%, aos 180.072,85 pontos, após abrir o pregão em 181.896,57 pontos.

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