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Projeto com incentivos ao setor químico pode gerar R$ 110 bilhões ao PIB, diz presidente-executivo da Abiquim
Publicado 09/07/2025 • 11:24 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 09/07/2025 • 11:24 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta quarta-feira (9), o presidente-executivo da Abiquim, André Passos Cordeiro, afirmou que o Projeto de Lei que cria o Programa Especial de Sustentabilidade da Indústria Química é essencial para reverter o cenário crítico enfrentado pelo setor no Brasil. Aprovado em regime de urgência pela Câmara dos Deputados, o projeto prevê incentivos fiscais e regulatórios com foco em tecnologias de baixo carbono.
“Cerca de 40% da nossa capacidade produtiva está ociosa por conta de preços predatórios praticados por China e Estados Unidos”, disse. Segundo o executivo, o Brasil está sendo impactado diretamente pela guerra comercial entre as duas potências.
Cordeiro ainda destacou que a proposta, de autoria do deputado Afonso Motta, pode adicionar mais de R$ 110 bilhões ao PIB brasileiro e gerar R$ 65 bilhões em arrecadação nos próximos cinco anos.
“A urgência foi reconhecida porque estamos vendo fábricas únicas na América Latina fechando as portas. Perdemos recentemente uma planta de bisfenol em Paulínia e outra de selante para argamassa na Bahia”, afirmou, alertando que a tendência de desindustrialização pode se agravar sem uma resposta estruturada.
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Além da defesa econômica, o executivo ressaltou o diferencial ambiental da indústria química nacional. “A nossa indústria emite até 50% menos gases de efeito estufa do que outras ao redor do mundo”, afirmou.
Ele lembrou que o Brasil é líder na produção de eteno a partir de etanol, mas que a falta de incentivos tem levado empresas a investir em países asiáticos. “Temos fábricas com emissão praticamente zero no Brasil, mas elas não conseguem competir com produtos chineses feitos a partir de carvão e petróleo.”
Passos enfatizou ainda que o projeto exige contrapartidas. “Quem receber os estímulos terá que destinar no mínimo 10% do valor para pesquisa e desenvolvimento em matérias-primas renováveis e processos de baixa emissão”, explicou.
Para ele, trata-se de um investimento tributário com potencial de aumentar a base de arrecadação. “Quando uma fábrica fecha, 10% sobre zero continua sendo zero. Precisamos impedir esse fechamento e estimular inovação para garantir sustentabilidade e competitividade.”
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