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Tarifa dos EUA deve ter impacto limitado na economia brasileira; entenda
Publicado 03/06/2026 • 16:00 | Atualizado há 35 minutos
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Publicado 03/06/2026 • 16:00 | Atualizado há 35 minutos
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O impacto da proposta dos Estados Unidos de impor uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros tende a ser mais setorial do que macroeconômico, afirmou o economista da MAG Investimentos, Rafael Rondinelli, em entrevista nesta quarta-feira (3) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Segundo ele, embora a medida tenha aumentado a percepção de risco dos investidores, a maior parte da pauta exportadora brasileira para o mercado americano permaneceu fora da nova taxação.
“O impacto macroeconômico na economia brasileira tende a ser limitado”, afirmou Rondinelli. Para ele, o principal efeito da medida é a pressão sobre segmentos diretamente atingidos pelas tarifas, enquanto o conjunto da economia deve sentir efeitos mais moderados.
Ao comentar o comportamento dos ativos financeiros, o economista observou que a reação inicial dos mercados foi relativamente contida, mas ganhou força à medida que investidores passaram a avaliar o alcance das novas medidas comerciais anunciadas por Washington.
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“Ontem o mercado não deu muita bola para esse novo tarifaço, mas hoje isso vem batendo um pouco mais forte”, afirmou. Segundo ele, o anúncio ocorre em um contexto internacional mais delicado e faz parte de uma estratégia americana para reconstruir barreiras comerciais após parte das tarifas anteriores ter sido derrubada pela Justiça dos Estados Unidos.
Na avaliação do economista, os novos estudos conduzidos pelo governo americano serviram para criar uma base jurídica mais sólida para futuras restrições comerciais. “Parece uma tentativa de recomposição das tarifas implementadas no ano passado e que foram derrubadas pela Suprema Corte”, explicou.
Rondinelli destacou que uma parcela relevante das exportações brasileiras ficou protegida das novas tarifas por envolver produtos considerados estratégicos para os Estados Unidos. Entre eles estão carne, frutas, petróleo, derivados de petróleo e aeronaves.
“Grande parte dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos continua blindada e ficou de fora dessa tarifa”, afirmou. Segundo ele, apenas cerca de 25% dos produtos exportados pelo Brasil para o mercado americano foram diretamente atingidos pela nova proposta tarifária.
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O economista ressaltou ainda que os Estados Unidos absorvem aproximadamente 10% a 12% das exportações brasileiras, o que reduz a dependência do país em relação ao mercado americano.
Para Rondinelli, os setores efetivamente tarifados deverão enfrentar maior pressão caso as medidas sejam confirmadas, mas o histórico recente mostra que empresas brasileiras conseguiram redirecionar parte das vendas para outros mercados quando enfrentaram restrições semelhantes.
“No ano passado observamos uma queda das exportações para os Estados Unidos, mas parte desse fluxo foi redirecionada para outros países”, afirmou. Segundo ele, a ampla diversificação da pauta exportadora brasileira ajuda a reduzir os efeitos agregados de disputas comerciais bilaterais.
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O economista observou que o mercado financeiro já reage ao aumento da incerteza, com pressão sobre o câmbio, juros e bolsa de valores. “Hoje estamos observando uma reação de aversão ao risco, com o câmbio piorando, a bolsa caindo e os juros subindo”, disse.
Questionado sobre os reflexos para investidores internacionais, Rondinelli afirmou que uma deterioração nas relações entre Brasil e Estados Unidos pode provocar cautela no curto prazo, mas ponderou que o cenário global também favorece movimentos de diversificação geográfica dos investimentos.
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Seguir no Google“Num primeiro momento existe uma reação de aversão ao risco global, mas o mundo também pode voltar a olhar com mais força para a diversificação dos investimentos”, afirmou.
Ele lembrou que, durante a primeira rodada de tarifas promovida por Donald Trump, o Brasil acabou sendo visto por parte dos investidores como um dos mercados relativamente menos prejudicados pelas mudanças no comércio internacional.
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“O Brasil foi colocado como um vencedor relativo no ano passado dentro desse cenário de tarifaço”, afirmou. Para o economista, ainda é cedo para determinar os efeitos definitivos da nova rodada de medidas, mas a tendência é que o comportamento dos mercados repita, ao menos em parte, o padrão observado anteriormente.
“A princípio teremos uma reação negativa, mas o Brasil pode novamente ser percebido como um país menos afetado em comparação com outros mercados”, concluiu.
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