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Por André Amadeus
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Publicado 03/06/2026 • 09:31 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Magnific
Brasil está entre os 47 países que receberam tarifa de 12,5% dos EUA veja os demais países
Os Estados Unidos anunciaram um novo pacote de tarifas comerciais contra 60 países após uma investigação relacionada ao combate do trabalho forçado. Além disso, entre os países atingidos, o Brasil aparece novamente na lista e passará a enfrentar uma nova taxa de 12,5% sobre produtos exportados aos EUA.
A medida amplia a pressão comercial sobre os parceiros dos Estados Unidos e coloca o Brasil em um grupo que reúne algumas das grandes economias do mundo. Com isso, a nova tarifa acontece poucas horas depois de Donald Trump anunciar outra taxação de 25% sobre produtos brasileiros.
Leia também: Seção 301: entenda a investigação dos EUA que propõe nova taxação contra o Brasil
De acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), os países investigados não conseguiram aplicar de forma efetiva restrições à entrada de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
O embaixador Jamieson Greer afirmou que a situação cria uma concorrência desigual para trabalhadores americanos. Por isso, o governo decidiu aplicar sobretaxas de 10% e 12,5%, conforme a avaliação realizada durante a investigação.
O Brasil aparece entre os 47 países que receberam a nova tarifa, e a mais elevada, de 12,5%. Além do mercado brasileiro, a lista inclui outros países que também foram alvo do republicano nos últimos anos. Entre eles estão:
A investigação americana aconteceu com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O mecanismo permite que os Estados Unidos investiguem práticas consideradas prejudiciais ao comércio americano e adotem medidas quando identificam irregularidades.
O processo inclui consultas públicas, audiências e análise de documentos. Após a conclusão da investigação, o governo pode aplicar tarifas adicionais, suspender benefícios comerciais ou impor outras restrições.
Leia também: Donald Trump diz que poderia virar primeiro-ministro de Israel
A decisão marca mais um capítulo da política comercial americana e um novo tarifaço no segundo mandato do governo Donald Trump. Enquanto isso, os países afetados podem buscar negociações diplomáticas para reduzir ou evitar os impactos das novas tarifas.
No caso do Brasil, a medida chega em um momento de atenção crescente às relações comerciais com os Estados Unidos e pode influenciar futuras discussões sobre comércio exterior entre os dois países.
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