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EUA serão mais afetados pela Guerra Comercial de Trump do que a China, diz especialista
Publicado 06/06/2025 • 16:39 | Atualizado há 12 meses
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Publicado 06/06/2025 • 16:39 | Atualizado há 12 meses
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O desdobramento mais recente da Guerra Comercial do presidente americano, Donald Trump, foi a sua conversa telefônica com o líder chinês, o presidente Xi Jinping. Trump, após a conversa publicou em suas redes sociais que acordos foram feitos com a China e que em breve os dois países se reuniriam novamente.
Porém, o mundo só poderá acreditar nas declarações de Trump e no cumprimento do acordo pelas duas partes, quando isso de fato acontecer, diz especialista.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo da CNBC, nesta sexta-feira (6), o sócio da Nogami Economia & Estratégias e professor de economia do Insper, Otto Nogami explicou as repercussões dessa conversa e o que esperar a seguir.
Nogami destacou que os principais pontos de atenção a partir de agora serão relacionados aos efeitos do Tarifaço na economia americana, já que o Fed (banco central dos EUA) provavelmente aumentará a taxa de juros do país, devido a falta de controle na economia do país. Além disso, ele afirmou que enquanto as bases tarifárias não forem definidas a tendência é que as cadeias de produção serão prejudicadas e a produção e custo final para o consumidor continuem a aumentar.
O especialista também criticou a atitude de Trump, afirmando que o próprio Estados Unidos que saíra mais afetado dessa guerra comercial. “Trump trata das coisas como se ele fosse o presidente de uma empresa, não tendo a consciência da responsabilidade e do papel de um dirigente de um país”.
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Nogami também explicou que o tarifaço afeta a importação de componentes importantes tanto para a indústria e quanto para os consumidores dos Estados Unidos, gerando o efeito inflacionário. Além disso, ele apontou que a solução de Trump de uma reindustrialização nos EUA, trazendo a produção de diversos setores para dentro do país, não funciona a curto prazo, já que depende dos investimentos e vontade do empresariado global.
“Sem dúvida Trump sente a necessidade de buscar urgentemente um acordo, justamente para amenizar os eventuais problemas que surgirão dentro da economia americana”, acrescentou.
Também, as recentes políticas imigratórias de Trump, com o bloqueio de estudantes estrangeiros e proibição de entrada de cidadãos de doze países, poderá prejudicar a visão dos EUA para o mundo e investidores.
O professor Otto Nogami também comentou da posição da China no cenário atual e explicou que ela está melhor do que os Estados Unidos, nesta guerra comercial.
“A China já vem trabalhando, tentando criar um um certo bloco alternativo para um embate com Estados Unidos ou até mesmo a Europa”. De acordo com ele, esse movimento do país de gerar uma influência e parcerias com os países vizinhos no Sudeste Asiático e países emergentes, como o Brasil e Índia, preocupa os Estados Unidos, que pode perder a força naquela região.
Além disso, a situação atual do governo americano, pode gerar uma quebra na confiança do governo e, consequentemente, no dólar. A moeda americana, que circula no mundo inteiro, tem grande base na confiança de investidores e de países e se os conflitos continuarem, pode ocorrer uma quebra futura nessa confiança.
Nesse caso, o professor explica que o Yuan chinês pode se beneficiar e se tornar protagonista no mercado mundial.
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