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Exportações brasileiras aos EUA caem 9,1% em março; para a China, crescem 17,8%
Publicado 07/04/2026 • 18:35 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 07/04/2026 • 18:35 | Atualizado há 6 meses
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Exportações
As exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos caíram 9,1% em março de 2026 (somando US$ 2,894 bilhões no mês, ante US$ 3,182 bilhões em março de 2025). Pelo lado das importações, houve diminuição de 6,31% nas compras vindas dos EUA em março (totalizando US$ 3,314 bilhões, ante US$ 3,537 bilhões em igual mês do ano passado). Assim, a balança comercial com os EUA resultou num déficit de US$ 420 milhões em março.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 7, pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
Esta é a oitava queda consecutiva nas vendas ao mercado norte-americano, após a imposição da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo Donald Trump aos produtos brasileiros, em meados de 2025.
No fim do ano passado, alguns produtos brasileiros foram retirados das tarifas, mas o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) calcula que 22% das exportações brasileiras ainda estão sujeitas às tarifas estabelecidas em julho, incluindo nesse grupo tanto os produtos que pagam apenas a alíquota extra de 40%, quanto os sujeitos a 40% mais a taxa-base de 10%.
No acumulado de janeiro a março de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior, as exportações para os Estados Unidos caíram 18,7% e atingiram US$ 7,781 bilhões. As importações caíram 11,1% e totalizaram US$ 9,169 bilhões. Dessa forma, neste período, a balança comercial para este país apresentou déficit de US$ 1,388 bilhão.
Já as exportações de produtos brasileiros para a China cresceram 17,8% em março de 2026 (somando US$ 10,490 bilhões no mês, ante US$ 8,903 bilhões em março de 2025).
Pelo lado das importações, houve crescimento de 32,9% nas compras vindas da China em março (totalizando US$ 6,664 bilhões, ante US$ 5,014 bilhões em igual mês do ano passado). Com isso, o Brasil teve superávit de US$ 3,826 bilhões com o país asiático no terceiro mês deste ano.
No período de janeiro a março de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as vendas para China cresceram 21,7% e atingiram US$ 23,890 bilhões. As importações caíram 6,0% e totalizaram US$ 17,907 bilhões. Consequentemente, neste período, a balança comercial apresentou superávit de US$ 5,983 bilhões.
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Siga o Times | CNBCAs exportações de produtos brasileiros para a União Europeia subiram 7,3% em março deste ano e somaram US$ 4,110 bilhões, ante US$ 3,829 bilhões em março de 2025. As compras subiram 14,9% (somando US$ 4,687 bilhões, ante US$ 4,078 bilhões no mesmo mês do ano passado). A balança comercial com este bloco resultou num déficit de US$ 577 milhões.
No período acumulado de janeiro a março de 2026, em relação a igual período do ano anterior, as exportações para a União Europeia cresceram 9,7% e atingiram US$ 12,232 bilhões. As importações caíram 2,2% e totalizaram US$ 11,607 bilhões.
Consequentemente, neste período, a balança comercial com o bloco comercial apresentou superávit de US$ 625 milhões.
No caso da Argentina, as exportações caíram 5,9% e somaram US$ 1,470 bilhão. As importações cresceram 13,1% e totalizaram US$ 1,128 bilhão. Logo, a balança comercial com este parceiro comercial apresentou superávit de US$ 342 milhões.
No primeiro trimestre do ano, as vendas para a Argentina caíram 18,1% e atingiram US$ 3,447 bilhões. As importações caíram 6,5% e chegaram a US$ 2,744 bilhões. Com isto, no período, a balança comercial para o país vizinho apresentou saldo positivo de US$ 703 milhões.
Argentina e UE, ao lado da China e dos Estados Unidos, são os principais parceiros comerciais do Brasil.
Os resultados da balança comercial de março, em que foi registrado superávit de US$ 6,405 bilhões, foram divulgados pela Secex do MDIC.
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