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Faep pede ação urgente do governo após embargo europeu à carne brasileira

Publicado 07/06/2026 • 13:47 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Faep contesta decisão da UE e destaca o elevado padrão sanitário da pecuária brasileira.
  • Entidade cobra agilidade do governo para enviar dados e evitar a suspensão das exportações.
  • Setor afirma que impasse é burocrático, sem relação com problemas sanitários na produção.
Carne

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O Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) contestou a decisão da União Europeia de interromper as importações de carne bovina brasileira, medida que também afeta o Paraná. Para a entidade, a restrição não reflete as condições sanitárias nem a estrutura produtiva do setor pecuário nacional.

Em nota, a federação destacou que o Brasil e o Paraná mantêm elevados padrões de controle sanitário e contam com uma cadeia de produção organizada e reconhecida internacionalmente. A entidade lembrou ainda que o país possui certificação de área livre de febre aftosa sem vacinação, um dos principais selos de qualidade sanitária do segmento.

Diante do impasse, a Faep afirmou que irá pressionar o governo federal para encaminhar com urgência as informações solicitadas pelas autoridades europeias. O objetivo é evitar que a suspensão das compras entre efetivamente em vigor a partir de setembro e gere impactos às exportações brasileiras.

A reação ocorre após a Comissão Europeia anunciar que deixará de adquirir determinadas proteínas de origem animal do Brasil a partir de 3 de setembro. Segundo documento assinado pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, os dados apresentados pelo governo brasileiro não foram considerados suficientes para comprovar o atendimento às regras do bloco sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Além da carne bovina, a medida alcança produtos dos setores avícola, aquícola e apícola, além de equídeos e tripas. Dados compilados pelo Estadão mostram que as exportações desses itens para a União Europeia renderam cerca de US$ 1,8 bilhão em 2025. No mesmo período, o agronegócio brasileiro embarcou US$ 49,8 bilhões em produtos para o mercado europeu.

O governo brasileiro tenta reverter a decisão por meio de negociações diplomáticas. O Ministério das Relações Exteriores informou que o tema foi discutido recentemente durante encontros realizados em Paris, à margem de reuniões da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Representantes do setor também reagiram à medida. O presidente da Faesp, Tirso Meirelles, defendeu uma postura mais firme do Executivo nas tratativas com o bloco europeu e classificou a decisão como uma barreira comercial.

Já a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) afirmaram que a restrição não está relacionada a falhas sanitárias na produção brasileira. Segundo as entidades, o impasse decorre de questionamentos burocráticos envolvendo a validação dos mecanismos de fiscalização conduzidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

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