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Fiemg vê potencial de impacto em 18,4% das exportações com acordo Mercosul-Japão
Publicado 02/07/2026 • 19:53 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 02/07/2026 • 19:53 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) avalia como estratégica a fase inicial de negociações de um possível acordo entre o Mercosul e o Japão e vê potencial relevante de impacto para o comércio exterior brasileiro.
Segundo estimativas da entidade, caso a parceria seja concretizada, até US$ 17 bilhões em exportações brasileiras — o equivalente a 18,4% da pauta exportadora — poderiam ser beneficiados. Os principais destaques estariam em segmentos como alimentos e bebidas, ferroligas e óxidos de alumínio.
No campo das importações, cerca de US$ 4,6 bilhões em produtos japoneses, incluindo veículos, autopeças, máquinas e equipamentos, poderiam ser contemplados com redução ou eliminação de tarifas, o que, na avaliação da Fiemg, ajudaria a ampliar a competitividade da indústria nacional.
A entidade destaca ainda que o comércio bilateral entre Brasil e Japão somou US$ 11,54 bilhões em 2025. Para a federação, um avanço nas negociações pode fortalecer a inserção do Brasil no comércio global, além de ampliar oportunidades de investimento e integração às cadeias internacionais de valor em um cenário de reconfiguração das relações comerciais.
Atualmente, itens como minério de ferro, café, carne suína, alumínio bruto e álcool etílico já entram no mercado japonês com isenção tarifária. As tratativas, no entanto, podem ampliar o acesso a novos produtos da pauta exportadora brasileira.
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Siga o Times | CNBCPara a coordenadora de Facilitação de Negócios Internacionais da Fiemg, Verônica Winter, os ganhos seriam duplos: maior acesso de produtos brasileiros ao Japão e redução de custos com insumos e tecnologia importados. Ela ressalta, porém, que o mercado japonês é altamente exigente e demanda preparo das empresas brasileiras.
Segundo a entidade, a aproximação entre os blocos também pode impulsionar agendas de cooperação em inovação, bioenergia e descarbonização, além de tornar o ambiente de negócios mais previsível para ambos os lados.
A Fiemg aponta ainda que a indústria de transformação e o setor agropecuário devem ser os mais beneficiados com eventuais reduções tarifárias, já que concentram a maior parte dos produtos com potencial de tratamento preferencial.
No campo dos investimentos, o estoque entre Brasil e Japão chegou a US$ 27,9 bilhões em 2025, com predominância japonesa, especialmente nos setores industrial e automotivo. Para a entidade, o aprofundamento dessa relação pode acelerar a modernização da indústria brasileira, com incorporação de tecnologia e ganho de competitividade no cenário internacional.
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