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EXCLUSIVO CNBC: Wall Street vive um ‘cabo de guerra’ e juros se aproximam de nível perigoso, diz CEO da Evercore
Publicado 18/08/2026 • 17:44 | Atualizado há 59 minutos
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Publicado 18/08/2026 • 17:44 | Atualizado há 59 minutos
KEY POINTS
A força dos lucros corporativos e da economia americana ainda está vencendo a pressão exercida pelos juros elevados sobre Wall Street, mas esse equilíbrio pode se tornar mais difícil à medida que os rendimentos dos títulos avançam, segundo John S. Weinberg, CEO da Evercore. Para o executivo, o mercado vive atualmente um “grande cabo de guerra” entre forças extremamente poderosas.
Em entrevista à CNBC, Weinberg afirmou que, de um lado, estão resultados empresariais robustos, indicadores macroeconômicos sólidos e investimentos crescentes em inteligência artificial. “Me parece que há um grande cabo de guerra ocorrendo dentro dos mercados. Dois grupos de forças extremamente poderosos, cada um empurrando em uma direção diferente”, explicou.
A primeira força destacada pelo CEO da Evercore está nos balanços das companhias americanas. Segundo Weinberg, 86% das empresas do S&P 500 superaram as estimativas de consenso no segundo trimestre, enquanto outros indicadores continuaram mostrando resistência da atividade econômica.
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“Os lucros das empresas estão muito fortes. Acho que 86% do S&P 500 no segundo trimestre bateu o consenso e os dados macroeconômicos também continuam muito sólidos”, afirmou.
Weinberg considera ainda que o crescimento de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre pode transmitir uma impressão pior do que a realidade da economia, diante de fatores que interferiram no resultado agregado.
“O PIB do segundo trimestre, que acho que foi 1,5%, foi enganoso devido a muito ruído presente”, avaliou. O executivo destacou, em contrapartida, que as vendas no varejo avançaram 3,2%, enquanto as vendas domésticas finais cresceram 3,9%.
Outro componente favorável é o volume de recursos direcionados pelas empresas para novos projetos. Weinberg chamou atenção especialmente para o forte investimento de capital relacionado à inteligência artificial, que continua ajudando a impulsionar a atividade.
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Ao mesmo tempo, a inflação não apresentou, na avaliação do executivo, um comportamento suficientemente forte para alterar esse quadro. “Tivemos um dado de inflação relativamente benigno, com o PCE central, creio, subindo 24 pontos-base no trimestre”, afirmou.
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Siga o Times | CNBCEssa combinação ajuda a explicar por que as bolsas conseguem permanecer em níveis elevados apesar de um cenário de juros que, isoladamente, poderia sugerir um comportamento diferente dos ativos de risco.
“Se você estivesse em Marte nos últimos anos, sem qualquer conectividade, e de repente caísse na Terra e essa fosse a primeira coisa que visse, e alguém perguntasse: ‘Você acha que os mercados acionários estarão em uma máxima histórica, dado o nível dos rendimentos?’, creio que diria não”, afirmou Weinberg.
A outra ponta desse “cabo de guerra” está justamente no mercado de títulos. Weinberg chamou atenção para a trajetória dos rendimentos globais desde 2020, que avançaram de maneira significativa enquanto as ações americanas continuaram alcançando máximas.
O executivo reconheceu que taxas ainda maiores já fizeram parte da história econômica dos Estados Unidos. “Compreendo que já vimos taxas mais elevadas anteriormente. Eu tive uma hipoteca de dois dígitos na minha primeira casa”, lembrou.
O ponto de preocupação, porém, aparece quando os Treasuries de dez anos se aproximam de determinados patamares. “Creio que, quando se chega aos dez anos por volta de 4,75%, você se aproxima de um nível perigoso”, alertou Weinberg.
Por enquanto, o desempenho das companhias e da economia continua prevalecendo nessa disputa. “No momento, as forças mais fortes nos resultados e no lado macroeconômico têm a vantagem. Veremos quanto tempo isso dura”, afirmou.
Para Weinberg, justamente a dificuldade de saber por quanto tempo esse equilíbrio poderá ser mantido torna o cenário atual particularmente complexo. “Acho que é uma decisão difícil”, concluiu o CEO da Evercore.
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