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Fiesp critica manutenção dos juros e diz que BC “pune quem produz e consome”

Publicado 04/11/2026 • 19:11 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • Fiesp criticou a decisão do Copom de manter a Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4).
  • Entidade afirma que o patamar dos juros encarece o crédito e dificulta novos investimentos do setor produtivo.
  • Paulo Skaf defendeu mudanças nas políticas monetária e fiscal para permitir uma redução dos juros.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) criticou a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75% ao ano nesta quarta-feira (4).

Em nota assinada pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, a Fiesp afirmou que a manutenção da taxa representa um aperto monetário excessivo e tem impacto sobre empresas e consumidores. “Na prática, a autoridade monetária pune quem produz e consome”, afirmou.

A manifestação foi divulgada após o Banco Central interromper a sequência de cinco cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros. O Copom justificou a decisão citando, entre outros fatores, a piora das expectativas de inflação, as pressões relacionadas ao petróleo e ao câmbio e o aumento das incertezas no cenário econômico.

Fiesp vê impacto sobre crédito e investimentos

Segundo a Fiesp, o atual nível da Selic contribui para manter o custo do crédito bancário para empresas e empreendedores em torno de 30% ao ano, dificultando a realização de investimentos.

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A entidade também relacionou os juros elevados ao endividamento de famílias e empresas e ao aumento das despesas do governo com a dívida pública.

De acordo com Skaf, o pagamento de juros da dívida pública supera R$ 1 trilhão por ano.

“É urgente readequar as políticas monetária e fiscal para trazer a Selic a níveis toleráveis e devolver a competitividade à economia brasileira”, afirmou o presidente da Fiesp.

Na decisão desta quarta-feira, o Copom manteve os juros em 13,75% e afirmou que o atual cenário exige “serenidade e cautela”. O Banco Central também destacou que segue acompanhando os impactos da política fiscal sobre a inflação e os ativos financeiros.

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