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Forever 21 culpa Shein e Temu pelo fechamento de suas lojas nos EUA
Publicado 17/03/2025 • 13:32 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 17/03/2025 • 13:32 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
A Forever 21 tem procurado um comprador há vários meses e fez contato com mais de 200 possíveis compradores
Pixabay
A Forever 21 entrou com um pedido de proteção contra falência pela segunda vez em seis anos, no último domingo (17), e culpou os varejistas de moda rápida Shein e Temu pela sua falência.
A empresa operadora do varejista deve encerrar todas as operações nos EUA e já começou a liquidação de suas mais de 350 lojas, mas continua aberta a ofertas caso um comprador queira assumir o estoque e continuar com as lojas, conforme mostram os registros judiciais.
A Forever 21 procura um comprador há vários meses e contactou mais de 200 possíveis compradores, 30 dos quais assinaram acordos de confidencialidade, mas nenhum acordo viável foi fechado, de acordo com documentos judiciais.
A CNBC havia informado anteriormente que a empresa operadora estava em conversas com liquidadoras e teria dificuldades para encontrar um comprador para o seu negócio.
A falência da empresa ocorre seis anos após ela sair de sua primeira falência, somente para enfrentar a pandemia de Covid-19, a inflação mais alta em décadas e a nova concorrência de empresas fundadas na China, como Shein e Temu.
Em um registro judicial, Stephen Coulombe, co-diretor de reestruturação da empresa operadora, disse que a Forever 21 foi “material e negativamente impactada” pelo uso da isenção de “de minimis” pela Shein e Temu, o que “prejudicou” seus negócios.
A isenção é uma brecha na legislação comercial que historicamente permitiu que mercadorias avaliadas em menos de US$ 800 fossem enviadas para os EUA sem tarifas de importação. O presidente Donald Trump está tentando acabar com essa isenção.
“Certos varejistas online não americanos que competem com os Devedores, como Temu e Shein, aproveitaram essa isenção e, portanto, conseguiram repassar grandes economias aos consumidores”, escreveu Coulombe.
“Consequentemente, os varejistas que precisam pagar tarifas e impostos para comprar produtos para suas lojas e armazéns nos Estados Unidos, como a empresa, foram prejudicados.”
“Apesar de amplos apelos de empresas dos EUA e grupos da indústria para que o governo dos EUA crie condições iguais para os varejistas americanos, fechando a isenção, as leis e políticas dos EUA não resolveram o problema”, acrescentou.
A operadora da Forever 21, Sparc Group, que recentemente se reorganizou para formar uma nova empresa chamada Catalyst Brands, tentou combater a ameaça competitiva da Shein em 2023, fazendo uma parceria com a nova marca. Mas o acordo não foi suficiente para conter as perdas da empresa ou levar a mudanças nas regras de minimis, disse Coulombe.
“A capacidade de varejistas não americanos de vender seus produtos a preços drasticamente mais baixos para os consumidores dos EUA impactou significativamente a capacidade da empresa de reter sua base de clientes tradicional”, escreveu Coulombe.
Embora a empresa operadora da Forever 21 esteja caminhando para uma liquidação total nos EUA, isso não significa que a marca deixará de existir. Suas lojas internacionais e o site devem continuar operando, e o nome da marca e outros direitos de propriedade intelectual pertencentes à empresa de gestão de marcas Authentic Brands Group não estão à venda, conforme informou a CNBC.
A empresa ainda pode encontrar novos operadores dispostos a administrar os negócios nos EUA, agora ou no futuro.
“Estamos recebendo muito interesse de fortes operadores de marca e especialistas digitais que compartilham nossa visão e estão prontos para levar a marca ao próximo nível”, disse Jarrod Weber, presidente global de estilo de vida da Authentic Brands Group, em um comunicado.
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Siga o Times | CNBC“A decisão do nosso licenciante nos EUA de reestruturar suas operações não impacta a propriedade intelectual da Forever 21 nem seus negócios internacionais. Isso apresenta uma oportunidade de acelerar a modernização do modelo de distribuição da marca, preparando-a para competir e liderar no fast fashion nas próximas décadas.”
Após sua primeira falência, a Forever 21 teve um período de alívio no qual os negócios se saíram bem. Ela foi comprada por um consórcio que incluía a Authentic Brands Group e os proprietários Simon Property Group e Brookfield Property Partners, e obteve novos investimentos e uma redução no número de lojas.
No ano fiscal de 2021, a empresa gerou US$ 2 bilhões em receita e US$ 165 milhões em EBITDA. Mas, à medida que a concorrência e a inflação aumentaram, agravadas por desafios na cadeia de suprimentos e mudanças nas preferências dos consumidores, o desempenho da Forever 21 começou a declinar.
Nos últimos três anos fiscais, a empresa perdeu mais de US$ 400 milhões, incluindo US$ 150 milhões no ano fiscal de 2024. A empresa projeta uma perda de US$ 180 milhões em EBITDA até 2025.
No ano passado, o CEO da Authentic Brands Group, Jamie Salter, disse em uma conferência que a compra da empresa foi “provavelmente o maior erro que já cometi”. Alguns meses depois, a CNBC informou que a empresa estava pedindo aos proprietários de imóveis que cortassem seu aluguel em até 50% enquanto tentava cortar custos e evitar uma segunda falência.
Embora esses esforços tenham gerado uma economia de US$ 50 milhões, não foram suficientes para compensar as perdas da empresa.
A empresa operadora atualmente deve US$ 1,58 bilhão em vários empréstimos e mais de US$ 100 milhões a dezenas de fabricantes de roupas, principalmente localizados na China e na Coreia.
Fundada em 1984, a Forever 21 é amplamente reconhecida como uma líder no movimento de fast fashion. Em seu auge, a empresa empregava 43.000 pessoas e gerava mais de US$ 4 bilhões em vendas anuais.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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