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Governo descarta novo subsídio ao diesel e vê impacto da guerra ainda sob controle
Publicado 13/07/2026 • 15:40 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 13/07/2026 • 15:40 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Freepik
A equipe econômica do Governo Federal avalia que a nova escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã ainda não justifica a retomada da subvenção de R$ 0,35 por litro do diesel. Com o barril de petróleo na faixa dos US$ 80, o impacto sobre os preços é considerado moderado e pode ser administrado com os mecanismos já em vigor.
A avaliação da área econômica é que não há necessidade de ampliar os incentivos, uma vez que permanece vigente outro subsídio de R$ 1,12 por litro para o diesel. Ao mesmo tempo, a possível retirada de benefícios sobre a gasolina deve permanecer em compasso de espera devido à elevada volatilidade provocada pelo conflito no Oriente Médio.
O governo também descarta retomar o projeto de lei complementar (PLP) dos combustíveis, que previa a redução de impostos com compensação pela arrecadação adicional gerada pela alta do petróleo. A proposta chegou a ser elaborada durante a crise anterior, mas acabou abandonada antes de ser votada na Câmara com a diminuição das tensões internacionais.
Fontes apontam que o cenário só passaria a preocupar de forma mais significativa caso o barril ultrapasse ou permaneça próximo dos US$ 90. Até esse patamar, a avaliação é que o Executivo consegue administrar os impactos sobre os combustíveis, ainda que isso adie a retirada de medidas emergenciais adotadas anteriormente.
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Siga o Times | CNBCA pressão sobre o mercado ganhou força após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país assumirá o controle do Estreito de Ormuz e sugerir a cobrança de uma espécie de pedágio pela garantia da segurança da principal rota marítima de exportação de petróleo do Oriente Médio.
Na manhã desta segunda-feira, os mercados também reagiram ao novo fechamento do Estreito de Ormuz anunciado pelo Irã após os ataques norte-americanos, aos ataques ucranianos contra a infraestrutura energética da Rússia e às restrições russas às exportações de diesel, além da possibilidade de limitação nas vendas externas de gasolina e querosene de aviação. Segundo Bruno Cordeiro, analista da StoneX, esse conjunto de fatores elevou os riscos para a oferta global de petróleo.
Nesse cenário, o barril do Brent chegou a subir mais de 4% e ultrapassou os US$ 79 na manhã desta segunda-feira (13), refletindo as preocupações do mercado com o abastecimento global.
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