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Governo Federal afirma que Meloni pediu alguns dias para destravar acordo Mercosul-UE
Publicado 18/12/2025 • 14:20 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 18/12/2025 • 14:20 | Atualizado há 4 semanas
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva dá entrevista coletiva, no Palácio do Planalto
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quinta-feira (18) que conversou diretamente com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, para tentar destravar o acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Segundo Lula, Meloni alegou enfrentar um embaraço político interno, sobretudo por pressão de agricultores italianos, e pediu um prazo de alguns dias – até no máximo um mês – para assinar o acordo.
As declarações foram feitas durante uma conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, em Brasília.
“Ela não é contra o acordo, mas está vivendo um problema político interno. Disse que acredita ser capaz de convencer os agricultores italianos a aceitarem o pacto”, afirmou Lula.
O presidente acrescentou que “ela pediu paciência de uma semana, 10 dias, no máximo um mês, e a Itália estará junto com o acordo.”
Lula disse ainda que representantes da União Europeia haviam garantido a assinatura do acordo em 20 de dezembro, ainda neste ano. Do lado do Mercosul, segundo ele, tudo já estaria resolvido, mesmo com termos considerados mais favoráveis aos europeus.
O petista afirmou que sempre soube da resistência da França, mas disse ter sido surpreendido pela posição da Itália, revelada há poucos dias. Reforçou que, em sua avaliação, os europeus não perdem nada com o acordo e que levará o pedido de Meloni aos demais chefes de Estado do Mercosul.
Segundo Lula, não há alternativa caso o texto não esteja pronto, mas ele afirmou que é preciso aguardar até o sábado, porque “a esperança é a última que morre”.
Diante do novo impasse, o presidente subiu o tom e afirmou que, se o acordo não for assinado agora, “o Brasil não fará mais acordo” enquanto ele estiver na Presidência.
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Lula também criticou a mudança de postura europeia:
“Mudamos a data da reunião do Mercosul para 20 de dezembro a pedido da União Europeia, que disse precisar aprovar o acordo no dia 19. Agora sabemos que Itália e França não querem assinar por questões políticas internas”, afirmou.
Apesar das resistências, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, considera o acordo com o Mercosul de “crucial importância econômica, diplomática e geopolítica” e avalia que este é o momento certo para concluí-lo, segundo fontes ouvidas pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.
Nesta quinta-feira, no entanto, o presidente da França, Emmanuel Macron, voltou a se posicionar contra o pacto. Ao chegar ao Conselho Europeu, afirmou que o acordo não pode ser assinado neste momento e defendeu a criação de um “freio de emergência”, além de exigir cláusulas de reciprocidade e espelhamento.
“A Comissão Europeia fez uma proposta, o Parlamento a aprimorou, mas não estamos prontos para seguir com o acordo com o Mercosul”, declarou Macron.
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