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Greg Abel mantém cautela da era Buffett diante de tensão geopolítica e alta acelerada das bolsas, diz estrategista
Publicado 06/05/2026 • 18:11 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 06/05/2026 • 18:11 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A primeira reunião anual da Berkshire Hathaway sob comando de Greg Abel reforçou a manutenção da filosofia conservadora construída por Warren Buffett, segundo Will Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue e notável do Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC. Ele afirmou que a nova gestão do conglomerado adotou um discurso de cautela diante das tensões geopolíticas e da recuperação acelerada das bolsas americanas.
“A cautela e a parcimônia são pilares da filosofia de Warren Buffett que Greg Abel mantém vivos”, afirmou Will nesta quarta-feira (6) durante sua participação no Fast Money, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, o cenário internacional segue cercado de incertezas, especialmente por causa da guerra no Oriente Médio e das tensões envolvendo o Estreito de Ormuz. “Existe um ambiente geopolítico delicado que naturalmente exige mais prudência”, destacou.
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Apesar disso, o estrategista afirmou que a Berkshire continua olhando prioritariamente para o longo prazo. “A volatilidade de curto prazo é vista como amiga do investidor de valor, porque cria oportunidades de compra”, ressaltou.
Will Castro Alves afirmou que a velocidade da recuperação recente das bolsas americanas ajuda a explicar o discurso mais cauteloso da Berkshire. “O S&P 500 caiu cerca de 10% durante o conflito, mas teve uma das recuperações mais rápidas da história”, explicou.
Segundo ele, o índice levou apenas 11 pregões para retornar ao patamar anterior e atingir novas máximas.
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Na avaliação do estrategista, porém, o movimento foi concentrado em poucos setores, principalmente em empresas ligadas à inteligência artificial. “Essa alta foi puxada muito fortemente pelo setor de semicondutores”, observou.
Ele afirmou que a intensidade da valorização exige mais atenção dos investidores neste momento. “Por ser uma recuperação muito rápida e concentrada, faz sentido manter cautela ao montar novas posições agora”, pontuou.
Ao comentar os dados recentes de emprego nos Estados Unidos, Will destacou a surpresa positiva apresentada pelo relatório ADP, indicador que antecede o payroll americano. “O número veio bem acima do esperado”, afirmou.
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Segundo ele, o mercado projetava criação de 84 mil vagas, mas o resultado efetivo mostrou abertura de 109 mil postos de trabalho no setor privado.
Na avaliação do estrategista, os números reforçam a força da economia americana mesmo em um ambiente de juros elevados e tensões internacionais. “Isso mostra uma resiliência impressionante do mercado de trabalho dos Estados Unidos”, destacou.
Will Castro Alves afirmou que a economia americana continua ganhando tração, sustentada principalmente pelo consumo interno e pelos investimentos privados em tecnologia. “O PIB dos Estados Unidos cresceu 2% no primeiro trimestre e as projeções para o segundo trimestre já apontam para algo acima de 3%”, explicou.
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Segundo ele, o consumo segue como principal motor da atividade econômica americana. “O consumo representa cerca de dois terços do PIB e continua bastante resiliente”, ressaltou.
Além disso, o estrategista destacou o papel crescente da inteligência artificial no ciclo econômico atual. “Enquanto os gastos governamentais desaceleram, os investimentos privados em IA estão pisando no acelerador”, afirmou.
Na avaliação dele, os aportes em tecnologia começam a gerar impactos mais amplos sobre a economia americana. “Os investimentos em inteligência artificial estão criando empregos e dinamizando diferentes setores da economia”, concluiu.
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