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“Há uma disposição muito grande de negociar”, diz ex-Camex Roberto Gianetti sobre tarifaço
Publicado 26/07/2025 • 21:29 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 26/07/2025 • 21:29 | Atualizado há 10 meses
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A menos de uma semana do prazo final para a formalização das tarifas impostas aos produtos importados do Brasil pelo presidente Donald Trump, governo e empresários seguem em busca de diálogo para uma negociação. O cenário, apesar de incerto, ainda parece promissor a Roberto Gianetti, economista e ex-secretário executivo da Câmara do Comércio Exterior (Camex).
“Ainda estamos num momento muito preliminar e absolutamente incerto. Não há nada sobre a mesa, assim, que a gente já possa dizer que a negociação esteja em curso. Há conversas, algumas formais, outras informais, preliminares, mas há uma disposição, isso que é importante, há uma disposição muito grande de negociar, tanto pelos empresários brasileiros como pelos empresários americanos”, afirmou em entrevista ao Jornal Times Brasil Exclusivo CNBC.
“Não é uma coisa que dói somente no Brasil, dói também nos Estados Unidos. E não há razão, uma razão factual para que esse tarifaço seja implementado”, diz. ”Toda a argumentação jurídica e econômica que poderia justificar esse ato do Poder Executivo é muito frágil. Ela não representa suficiente argumentação, suficiente decisão para que possa levar à elevação de 50% da tarifa. Portanto, inclusive na Justiça, já há processos de importadores americanos pedindo a nulidade caso a tarifa seja implementada”.
A implementação da tarifa está condicionada à assinatura de um decreto pelo Poder Executivo, sendo provável seja formalizada no último dia do mês, 31 de julho, para que entre em vigor já a partir de 1º de agosto. É fundamental que essa decisão seja acompanhada de uma justificativa que expliquem os fatores determinantes para a adoção da medida, garantindo assim transparência e legitimidade ao processo.
“E aí que pode estar a fragilidade dos Estados Unidos. Eles não têm qualquer argumentação jurídica que permita essa decisão do governo americano”.
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Diante do cenário em que muitos setores buscaram entrar com ações judiciais, como é o caso, por exemplo, dos importadores de laranja, para evitar as tarifas aos seus produtos-chave, Gianetti diz que não vê a excepcionalização por setores como um trunfo.
“A gente tem que evitar o tarifaço no seu conjunto. Ele é injustificável não para o setor A ou setor B, ele é injustificável para todas as exportações. Portanto, não faz sentido que se tire, por exemplo, suco de laranja e permaneçam os aviões da Embraer ou o café. Ou os produtos de proteína animal, carne e outros, pescado, que estão em situação muito grave. Alguns têm 70% ou 80% das suas exportações destinadas aos Estados Unidos”, diz.
Segundo ele, a questão do produtor brasileiro não seria de competitividade, mas de liquidez financeira, porque ele está carregando estoques de produtos final sem destinação imediata.
Uma das soluções que ele enxerga é fornecimento de capital de giro na forma do ACC, Adiantamento de Contrato de Câmbio: o Banco Central dar liquidez aos bancos brasileiros utilizando parte de suas reservas para dar mais liquidez aos bancos – não aos exportadores diretamente. Assim, os bancos poderiam estender o prazo dos ACC de 180 para 360 dias e manter o capital de giro dos exportadores em funcionamento.
Assista à entrevista completa no vídeo acima.
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