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Haddad diz que “pobre no orçamento e rico no Imposto de Renda” incomoda elite econômica
Publicado 18/10/2025 • 13:05 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 18/10/2025 • 13:05 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou neste sábado (18), durante evento ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo (SP), que a orientação do governo de incluir o “pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda” causa incômodo entre as classes mais altas, a quem ele se referiu como “andar de cima”.
Segundo Haddad, o sistema tributário brasileiro pesa desproporcionalmente sobre os trabalhadores. “No Brasil, quem paga imposto é a classe trabalhadora. Conforme se sobe na escala social, chega um ponto em que o Estado não alcança mais e essas pessoas deixam de pagar impostos”, afirmou.
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O ministro relatou que quando Lula o chamou para chefiar a Fazenda, “ele determinou: ‘Haddad, eu vou te convidar para ser ministro da Fazenda, mas você tem que me prometer uma coisa, nós vamos realizar meu slogan de campanha, é o pobre no orçamento e o rico no Imposto de Renda. Essa turma tem que pagar imposto”, contou.
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Siga o Times | CNBCPara Haddad, essa mudança de postura é o que tem gerado resistência entre os mais ricos. “É isso que está mudando e é isso que incomoda. Vocês não imaginam o quanto isso incomoda o andar de cima”, completou.

Durante o evento com estudantes da Rede de Cursinhos Populares (CPOP), Lula também fez um discurso em defesa da integração latino-americana e da soberania nacional. O presidente citou a criação da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu, como símbolo dessa visão.
“Queremos formar uma doutrina latino-americana, com estudantes da região, para que possamos sonhar com um continente independente. Que nunca mais um presidente de outro país ouse falar grosso com o Brasil, porque nós não vamos aceitar”, declarou Lula.
O posicionamento do ministro Haddad acontece no momento em que um estudo do EU Tax Observatory, em parceria com a Receita Federal, revelou que o 1% mais rico do país concentra 27,4% de toda a renda nacional, o que coloca o Brasil entre as nações mais desiguais do mundo. Dentro desse grupo, o 0,1% mais rico, cerca de 150 mil pessoas, detém 12,4% da renda, enquanto o 0,01% mais rico reúne 6,1%. O levantamento aponta que o sistema tributário brasileiro é altamente regressivo: enquanto o brasileiro médio paga 42,5% de sua renda em tributos, os milionários em dólar têm carga efetiva de apenas 20,6%.
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