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IBGE: serviços empregavam 15,9 milhões em 2024, com remuneração média de 2,2 salários mínimos
Publicado 27/08/2026 • 14:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/08/2026 • 14:45 | Atualizado há 2 meses
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O Brasil tinha 1,9 milhão de empresas prestadoras de serviços ativas em 2024, de acordo com a Pesquisa Anual de Serviços divulgada pelo IBGE.
O Brasil tinha 1,9 milhão de empresas prestadoras de serviços ativas em 2024, de acordo com a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) divulgada nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. Juntas, essas companhias empregavam 15,9 milhões de pessoas, que receberam R$ 644,2 bilhões em salários, retiradas e outras remunerações no período.
As empresas geraram uma receita operacional líquida de R$ 3,5 trilhões e valor adicionado bruto de R$ 2,1 trilhões. O valor adicionado bruto representa quanto a atividade agregou ao Produto Interno Bruto (PIB) do País, de acordo com o IBGE.
“Os resultados demonstram a importância em termos de empregabilidade e renda que a atividade de serviços tem no País” afirmou o pesquisador Marcelo Miranda Freire de Melo, responsável pelo levantamento. “Os serviços não são só uma das principais atividades em termos de empregabilidade no País, mas também uma das principais fontes de valor para o PIB”, acrescentou.
O estudo organiza o mercado em sete grandes grupos principais: serviços prestados principalmente às famílias; serviços de informação e comunicação; serviços profissionais, administrativos e complementares; transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio; atividades imobiliárias; serviços de manutenção e reparação; e outras atividades de serviço.
Os serviços profissionais, administrativos e complementares lideraram tanto a participação na receita operacional líquida, com 29,4% do total, como a maior proporção de pessoas ocupadas, com 44,2%.
Na análise por atividade, os serviços técnico-profissionais, que abrangem escritórios de advocacia, contabilidade e arquitetura, registraram a maior participação na receita. Foram R$ 446,1 bilhões, o equivalente a 12,6% do total. Na análise por trabalhadores ocupados, porém, a alimentação foi a principal empregadora, com 11,7% do total, ou 1,86 milhão de pessoas ocupadas. O setor de alimentação faz parte do grupo de serviços prestados principalmente às famílias.
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Siga o Times | CNBCO salário médio do setor de serviços foi de 2,2 salários mínimos em 2024. O segmento de serviços de informação e comunicação foi o de maior salário médio (4,5 salários mínimos), com a atividade de serviços de tecnologia concentrando o maior volume salarial. Para o pesquisador do IBGE, o resultado tem relação com a qualificação técnica e a demanda aquecida na área de tecnologia.
“As atividades que têm maior salário médio demandam especialização técnica muito forte. As principais são serviços de tecnologia, que exigem pessoas mais qualificadas, e as atividades técnico-profissionais, em que as empresas exigem capacitação em nível de graduação para exercer atividades”, afirmou.
São Paulo concentra 43,5% da receita bruta de serviços do País. Em 23 das 27 unidades da federação, o segmento líder em receita bruta foi o de serviços profissionais, administrativos e complementares.
Leia também: Serviços recuam em dezembro, mas fecham o ano passado com alta de 2,8%, mostra IBGE
Devido a uma mudança metodológica, a nova série histórica da Pesquisa Anual de Serviços (PAS) se inicia em 2024. Até 2023, a coleta na Região Norte restringia-se às capitais e aos municípios da Região Metropolitana de Belém. A partir de 2024, a pesquisa passou a incluir todos os municípios dos estados de Rondônia, Amazonas, Pará e Amapá. Além disso, a substituição da RAIS pelo eSocial em 2024 exigiu a adoção de um novo critério pelo IBGE para excluir as empresas inativas.
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