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IIF alerta para avanço da dívida global com guerra, mas vê resiliência em mercados emergentes
Publicado 06/05/2026 • 17:12 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 06/05/2026 • 17:12 | Atualizado há 5 dias
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Foto: Canva
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A dívida global aumentou pelo quinto trimestre consecutivo, avançando em mais de US$ 4,4 trilhões durante o primeiro trimestre de 2026, para atingir um recorde de quase US$ 353 trilhões, alerta o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, em inglês) em relatório.
Em termos absolutos, o aumento da dívida foi concentrado na China e nos EUA, impulsionado principalmente pelo endividamento governamental, diz o IIF.
A dívida nos mercados desenvolvidos, entretanto, diminuiu ligeiramente, enquanto a dívida total nos mercados emergentes – excluindo a China – aumentou para um recorde de US$ 36,8 trilhões, com os governos respondendo pela maior parte do avanço.
Como proporção do Produto Interno Bruto (PIB), a dívida global permanece amplamente estável, em torno de 305% desde o início de 2023. Olhando para o futuro, pressões estruturais – incluindo populações envelhecendo, aumento dos gastos com defesa, segurança energética e despesas de capital relacionadas à inteligência artificial – devem elevar os níveis de dívida governamental e corporativa no médio a longo prazo, aponta o relatório.
“O recente conflito no Oriente Médio deve intensificar ainda mais algumas dessas pressões. No curto prazo, no entanto, a trajetória da acumulação de dívida dependerá significativamente dos desenvolvimentos na região e da resposta das autoridades fiscais e monetárias”, enfatiza o IIF.
As crescentes pressões inflacionárias – impulsionadas por preços mais altos de energia e alimentos – obrigarão muitos governos, particularmente importadores de energia, a mitigar o impacto econômico por meio de apoio fiscal, levando a déficits mais amplos, endividamento adicional e níveis de dívida mais altos, explica.
O IIF, contudo, vê resiliência nos mercados emergentes, refletindo um apetite sólido por risco para ativos desses países. “As expectativas de um dólar mais fraco fornece suporte adicional para ativos de moeda local de emergentes, enquanto a emissão de eurobônus soberanos de mercados emergentes continuou em um ritmo recorde”.
Investidores transfronteiriços também mostraram alguns sinais de diversificação longe dos títulos do Tesouro dos EUA em favor de títulos governamentais europeus e do Japão, adiciona a análise.
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