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Lula inicia articulações para quarto mandato e estabelece condições para distribuir ministérios
Publicado 30/10/2026 • 15:18 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 30/10/2026 • 15:18 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
Foto: Reprodução TV Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá iniciar, na próxima semana, as negociações para definir a composição ministerial de seu quarto mandato. A previsão de aliados é que a nova estrutura do governo esteja definida até 20 de dezembro, com a participação de partidos de centro na distribuição dos cargos.
A principal mudança em relação à formação da equipe atual será o critério adotado para conceder espaço às legendas. Em vez de considerar prioritariamente o tamanho das bancadas no Congresso Nacional, Lula pretende vincular a participação dos partidos no Executivo ao compromisso de apoiar as propostas do governo.
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, de acordo com a Folha de S. Paulo, ficará responsável por conduzir a primeira etapa das conversas, previstas para começar após o feriado.
A estratégia também prevê limitar a indicação de nomes para cargos federais a parlamentares que mantenham alinhamento com o Palácio do Planalto. A intenção é reduzir o risco de derrotas em votações importantes, mesmo quando partidos responsáveis por ministérios integrem a base governista.
Entre os partidos envolvidos nas articulações está o MDB, que sinaliza a possibilidade de assegurar aproximadamente 30 votos favoráveis ao governo na Câmara dos Deputados. O ex-governador do Pará Helder Barbalho aparece entre os nomes considerados para integrar a futura equipe ministerial.
A eventual indicação dependerá das negociações sobre o espaço da legenda na administração federal. O número de votos que cada partido poderá oferecer ao governo será um dos elementos utilizados por Lula para definir a distribuição das pastas.
Além dos acordos partidários, Lula precisará definir o destino político de integrantes de sua equipe e aliados que foram derrotados nas últimas eleições. Uma das situações envolve Gleisi Hoffmann, que concorreu ao Senado pelo Paraná após desistir, a pedido do presidente, de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
Durante as conversas anteriores à eleição, Gleisi alertou Lula sobre o risco de derrota em um estado com forte presença de eleitores bolsonaristas. Mesmo assim, o presidente manteve o pedido para que ela participasse da disputa, buscando fortalecer sua presença eleitoral na região Sul.
Agora, aliados trabalham com a possibilidade de Gleisi assumir o Ministério do Desenvolvimento Social, cargo para o qual já havia sido considerada.
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Siga o Times | CNBCOutras alternativas em discussão incluem uma indicação ao Tribunal de Contas da União (TCU), caso o ministro Rodrigo Pacheco seja escolhido para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). O nome da ex-ministra também é mencionado para a direção-geral da Itaipu Binacional, no Paraná.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) também deverá ocupar um ministério a partir de janeiro. Entre os destinos considerados estão as pastas da Defesa e da Fazenda. A relação entre Lula e Alckmin se fortaleceu ao longo deste ano. Segundo relatos de aliados, o presidente ficou satisfeito com o desempenho do vice durante a campanha eleitoral.
A expectativa entre integrantes do governo é que Alckmin passe a exercer funções mais amplas no próximo mandato, independentemente do cargo que venha a ocupar. Entre as atribuições previstas estão a representação da Presidência em viagens nacionais e internacionais, a participação em negociações políticas e o diálogo com representantes do setor empresarial.
Outro nome considerado para a próxima composição ministerial é o governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT).
Fonteles participou da coordenação da campanha de Lula no segundo turno e aparece entre os possíveis indicados para comandar o Ministério da Fazenda. Para assumir o cargo, entretanto, precisaria renunciar ao governo estadual, possibilidade que já foi mencionada a aliados como uma alternativa em avaliação.
O senador Camilo Santana (PT-CE), que comandou o Ministério da Educação durante o atual mandato de Lula, é apontado como um dos principais candidatos à Casa Civil. O nome ganhou espaço nas articulações após o primeiro turno das eleições, quando o cenário para a distribuição dos ministérios sofreu alterações.
Antes disso, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad era considerado o favorito para assumir a coordenação política e administrativa do governo. Com a derrota de Haddad na disputa pelo governo de São Paulo, outras possibilidades passaram a ser discutidas para seu retorno ao Executivo federal.
Entre elas estão o Ministério das Relações Exteriores e o Ministério da Educação, que ele já comandou anteriormente.
Haddad também poderá voltar a ser considerado para a Casa Civil caso Camilo Santana seja escolhido para chefiar um eventual Ministério da Segurança Pública. A criação dessa pasta, no entanto, depende da aprovação, pelo Congresso Nacional, da proposta de emenda à Constituição relacionada à segurança pública.
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