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Mercadante diz que BNDES vai proteger empresas prejudicadas por tarifas de Trump
Publicado 27/09/2025 • 19:38 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 27/09/2025 • 19:38 | Atualizado há 9 meses
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PABLO PORCIUNCULA / AFP
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, durante discurso no IV Fórum Brasil-União Europeia, após assinatura de acordo que reforça a parceria para a proteção da Amazônia, no Copacabana Palace, Rio de Janeiro, em 22 de julho de 2024.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem como objetivo proteger as empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante, neste sábado (27).
Mercadante explicou que o banco tem uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas afetadas pelo tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Para ele, o Brasil “entrou de gaiato na história” das tarifas. Ele anunciou que nos próximos dias mais R$ 5 bilhões serão disponibilizados em financiamentos para as empresas.
“O Brasil vive um momento econômico bastante forte e está atraindo muitos investimentos. Eles [investidores internacionais] têm interesse que o Brasil dê certo”, ressaltou.
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Em entrevista ao apresentador José Luiz Datena no programa Brasil do Povo, da RedeTV!, Mercadante também disse que não sabe as razões pelas quais os Estados Unidos estão agindo assim em relação ao Brasil, mas disse entender que uma das causas dessas brigas está nas redes sociais, que “intoxicam as relações sociais e polarizam a sociedade”.
O presidente do BNDES ainda afirmou que o Brasil está aberto a negociações com os Estados Unidos, inclusive sobre terras raras. Segundo ele, a negociação com Washington não é simples, mas há disposição para avançar em temas estratégicos.
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Siga o Times | CNBCMercadante comentou também sobre a fala do presidente dos EUA, Donald Trump, a respeito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Assembleia-Geral da ONU. Ele avaliou que há certa imprevisibilidade nos comentários, mas considerou que Trump foi sincero em relação a Lula.
“Temos que aproveitar essa oportunidade que Lula construiu. Não vamos olhar para o retrovisor. É olhar para frente e ver o que é possível negociar”, disse Mercadante.
Para ele, o gesto de Trump e as declarações de Lula reforçaram que “quem decide sobre a vida dos brasileiros são os próprios brasileiros”.
Durante a entrevista, ele afirmou que o Brasil ocupa posição de destaque para liderar o chamado ‘Sul Global’, expressão utilizada para se referir a países em desenvolvimento. Segundo ele, essa liderança foi fortalecida pela participação de Lula na Assembleia-Geral da ONU.
Durante seu discurso, o presidente criticou medidas consideradas “unilaterais e arbitrárias” dos Estados Unidos contra instituições brasileiras, mas disse que vê espaço para diálogo, citando a declaração de Trump: “Eu só faço negócios com pessoas que eu gosto e eu gostei dele”.
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