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Capital Sustentável: Trump pode ampliar pressão por terras raras do Brasil, avalia Carlo Pereira
Publicado 04/11/2026 • 22:36 | Atualizado há 3 minutos
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Publicado 04/11/2026 • 22:36 | Atualizado há 3 minutos
KEY POINTS
A perda do controle republicano das duas casas do Congresso dos Estados Unidos pode levar Donald Trump a intensificar sua agenda internacional, segundo Carlo Pereira, especialista em sustentabilidade, comentarista do Capital Sustentável e notável do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Em sua participação nesta quarta-feira (4) na programação do canal, ele avaliou que o Brasil deve continuar sob pressão americana pelo acesso a minerais estratégicos, especialmente terras raras, mas descartou como provável uma ação militar contra o país.
Para Carlo Pereira, o avanço da oposição amplia a capacidade de fiscalização do Congresso, embora o presidente mantenha o poder de veto sobre projetos legislativos. “O Congresso pode até encaminhar alguma coisa, só que ele tem poder de veto”, observou. Investigações parlamentares, por outro lado, não dependem da concordância da Casa Branca.
Leia também: Trump perde o Congresso após vitória dos democratas nas eleições dos EUA
O especialista recorreu a episódios históricos para explicar o alcance desse controle. Citou as dificuldades de Richard Nixon para obter recursos adicionais durante a Guerra do Vietnã e o escândalo Irã-Contras, no governo Ronald Reagan, como exemplos de embates entre a Presidência e o Legislativo americano. Na sua avaliação, essas tensões podem estimular presidentes a buscar maior protagonismo fora do país.
“Os presidentes americanos, duas coisas que a gente vê nesse momento, muitas vezes começam a colocar cortinas de fumaça e continuam de maneira mais agressiva com a agenda externa”, argumentou Carlo Pereira. Para ele, a redução da margem de manobra de Trump no Congresso não significa necessariamente uma concentração da administração em assuntos domésticos.
Questionado sobre a possibilidade de uma escalada militar envolvendo o Brasil, ele diferenciou os riscos para o país daqueles enfrentados por outros governos latino-americanos. “Com relação ao Brasil, dificilmente terá alguma coisa”, afirmou. O comentarista apontou Venezuela e Cuba como possíveis focos de uma atuação externa mais intensa de Washington.
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Carlo Pereira também mencionou a aproximação entre Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump como um elemento que reduz a perspectiva de confronto direto. “Duvido que tenha uma ação mais belicosa”, ponderou, ao tratar especificamente da relação entre os dois países.
A vitória dos democratas no Congresso tampouco representa, automaticamente, uma melhora nas relações com o Brasil, segundo o especialista. “Isso, a história não prova”, disse. Ele argumentou que governos americanos de diferentes partidos mantiveram políticas externas intervencionistas e citou o período de Barack Obama como exemplo.
Na avaliação de Carlo Pereira, as diferenças partidárias não eliminam os interesses estratégicos de Washington. O comentarista lembrou que Lula chegou a manter uma relação mais próxima com George W. Bush do que com Obama, apesar das diferenças políticas entre os presidentes.
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No campo econômico, o principal ponto de atenção para o Brasil será a mineração. “Eu entendo que vai continuar a ter essa pressão e essa aproximação dos Estados Unidos para que consigam, então, ter parte desses minerais”, afirmou Carlo Pereira, referindo-se às terras raras. A entrevista se encerra quando ele começa a mencionar uma segunda possível oportunidade, sem detalhá-la na transcrição fornecida.
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