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Ministério Público do Rio vai analisar câmeras usadas por policiais em operação que deixou 121 mortos
Publicado 30/10/2025 • 09:20 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 30/10/2025 • 09:20 | Atualizado há 1 ano
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Fernando Frazão/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 29/10/2025 - Protesto contra a operação policial no Rio que deixou mais de 100 pessoas mortas no Complexo da Penha, em frente ao Palácio Guanabara, sede do governo do Estado.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) determinou a verificação das imagens das câmeras corporais usadas pelos policiais que participaram da Operação Contenção, realizada na terça-feira (28) nos complexos da Penha e do Alemão. A ação resultou na morte de 121 pessoas, entre elas, quatro policiais.
Em nota, o MPRJ informou que acionou todos os protocolos previstos na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabelece regras de controle externo da atividade policial. Segundo o órgão, as medidas foram adotadas desde as primeiras horas da operação.
Entre as ações, o Ministério Público mobilizou o plantão do Grupo de Atuação Especializada em Segurança Pública (GAESP) para receber informações e denúncias sobre possíveis abusos cometidos durante a operação. Até o momento, não há registros formais de reclamações.
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“Tão logo fomos informados da operação, o MPRJ acionou todos os seus protocolos. Três peritos legistas e um promotor de Justiça estão acompanhando todas as necropsias no Instituto Médico-Legal, com o uso de um scanner de alta precisão, tecnologia essencial para compreender a dinâmica dos confrontos e produzir provas”, afirmou o procurador-geral de Justiça, Antonio José.
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Siga o Times | CNBCAlém da análise das câmeras corporais, o MPRJ também requisitou relatórios detalhados sobre o efetivo policial, os armamentos utilizados e os materiais apreendidos. O órgão fará oitivas próprias e acompanhará os depoimentos de policiais e testemunhas. Familiares e vítimas poderão acionar o Núcleo de Atendimento às Vítimas (NAV/MPRJ).
De acordo com o Instituto Médico-Legal (IML), cerca de 80 corpos já passaram por exames de necropsia, e parte deles foi liberada às famílias. O atendimento ocorre em um posto do Detran próximo à unidade, enquanto corpos não relacionados à operação estão sendo encaminhados temporariamente ao IML de Niterói.
Segundo o procurador-geral, o cruzamento entre laudos, registros de campo e depoimentos permitirá reconstruir os acontecimentos “com precisão técnica” e identificar eventuais excessos ou falhas operacionais.
Ele destacou que a operação foi resultado de uma investigação conduzida há mais de um ano pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), que identificou lideranças do Comando Vermelho atuando na região.
“É importante esclarecer que essa operação não foi de retomada territorial, mas de cumprimento de ordens judiciais. As polícias deram cumprimento às determinações do Ministério Público e do Poder Judiciário”, afirmou.
O procurador-geral reforçou que todas as mortes registradas serão investigadas “com rigor técnico, sem prejulgamentos e com absoluto respeito ao devido processo legal”.
“O problema da segurança pública não é apenas das polícias ou do Ministério Público, é do Estado brasileiro. É indispensável que União, Estado e Município elaborem uma política de segurança pública de Estado, e não de governo. Essa fragmentação institucional só interessa às organizações criminosas”, disse Antonio José.
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