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Juros elevados e inflação persistente são principais riscos ao crédito no Brasil, diz Lucas Viegas, VP da Moody´s
Publicado 30/07/2026 • 18:12 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/07/2026 • 18:12 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
O cenário de juros elevados por um período prolongado, combinado com inflação resistente e aumento do risco de crédito, é hoje uma das principais preocupações para empresas e investidores no Brasil, segundo Lucas Viegas, vice-presidente da Moody’s. Em entrevista nesta quinta-feira (30) ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o executivo afirmou que esses fatores elevam o custo da dívida e tornam o refinanciamento mais desafiador para as companhias.
Segundo Viegas, esse é justamente o foco das discussões promovidas pela agência durante o evento realizado em São Paulo, que reúne executivos financeiros de diferentes setores para avaliar os impactos do ambiente macroeconômico sobre os negócios.
“O debate é sobre o risco de refinanciamento em um cenário de juros elevados por bastante tempo, inflação acima da meta e um crescimento que vem desacelerando na margem. Queremos entender como as empresas estão enfrentando esses desafios”, afirmou.
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De acordo com o executivo, um relatório divulgado nesta semana pela Moody’s mostra que alguns segmentos da economia brasileira vêm sofrendo deterioração das condições de crédito, especialmente diante do elevado custo financeiro.
“O agronegócio apresentou aumento da inadimplência. As famílias continuam bastante endividadas e isso acaba afetando outros setores da economia, além do sistema bancário e das médias e pequenas empresas”, disse.
Viegas destacou que o elevado custo para carregar dívidas tem dificultado a situação financeira das companhias.
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“Essa carga de juros muito alta aumenta o custo da dívida das empresas, eleva o risco de refinanciamento e, consequentemente, também o risco de crédito”, afirmou.
Na avaliação do vice-presidente da Moody’s, além do ambiente internacional, fatores domésticos continuam pressionando a economia brasileira, especialmente em um ano eleitoral.
“O risco fiscal certamente será um dos temas centrais das discussões. Em um ano eleitoral, esse debate tende a ganhar intensidade e provavelmente caberá ao próximo governo endereçar essa questão”, afirmou.
Segundo Viegas, a persistência da inflação acaba produzindo efeitos em cadeia sobre toda a economia.
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“A inflação afeta diretamente as famílias e também mantém a taxa de juros elevada. Esses dois fatores acabam chegando às empresas e aumentam a preocupação com a atividade econômica e o crédito”, concluiu.
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