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Moraes editou duas vezes contrato de R$ 131 milhões entre Barci de Moraes e Master, diz PF
Publicado 11/09/2026 • 16:10 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 11/09/2026 • 16:10 | Atualizado há 2 meses
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Arte Times Brasil
A Polícia Federal identificou duas alterações feitas por um perfil associado ao ministro Alexandre de Moraes em um contrato de cerca de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, ligado à família do magistrado.
Os registros constam dos metadados de versões do documento trocadas por WhatsApp entre Viviane Barci de Moraes e Daniel Vorcaro. As informações foram reveladas pelo Estadão.
O contrato previa pagamentos mensais brutos de R$ 3.646.529,77, além de uma cláusula de sigilo integral sobre o acordo.
O escritório confirmou que Moraes teve acesso ao documento e fez alterações, mas afirmou que não houve irregularidade. Segundo a banca, o ministro foi consultado pelo setor de compliance para avaliar se existia algum impedimento legal à contratação.
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A primeira modificação identificada pela PF ocorreu em 11 de janeiro de 2024, às 16h30, segundo os metadados analisados.
Naquele mesmo dia, às 17h23, Viviane enviou a minuta a Vorcaro pelo WhatsApp. O arquivo registrava como autor um usuário identificado como “GUILHERME BENAZZI”, administrador do escritório, e como responsável pela última alteração um perfil denominado “Ministro Alexandre de Moraes”.
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Siga o Times | CNBCQuatro dias depois, em 15 de janeiro, Vorcaro devolveu o documento com marcas de revisão e informou ter incluído uma cláusula.
Às 23h04, cerca de uma hora e 40 minutos depois do envio feito pelo banqueiro, o arquivo voltou a ser alterado em um sistema Office 365 associado ao mesmo perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”.
Para a PF, esse registro corresponde à segunda edição atribuída ao ministro.
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As informações sobre o contrato devem integrar a discussão marcada para a próxima terça-feira (15), quando o plenário do Supremo Tribunal Federal analisará os desdobramentos do relatório da PF sobre a relação entre Vorcaro e Moraes.
O material também reúne mensagens enviadas pelo fundador do Master ao ministro. Como os dados foram extraídos do celular de Vorcaro, as respostas de Moraes não aparecem no relatório.
Moraes não se manifestou publicamente sobre o conteúdo do relatório desde que as mensagens vieram a público. O escritório Barci de Moraes, porém, confirmou a participação do ministro na análise do contrato e sustenta que a consulta ocorreu para avaliar eventuais impedimentos legais à contratação.
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