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Operações da PF

Caso Genial Investimentos: quem são Primo e Beto Louco, ligados a Áster e Copape

Publicado 04/05/2026 • 11:56 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • O bloqueio de R$ 176 milhões do grupo Genial Investimentos colocou no centro das atenções dois nomes já conhecidos pelas autoridades.
  • Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, aparecem como peças-chave em um esquema bilionário.
  • A investigação ganhou força com a Operação Carbono Oculto, que apura a atuação do crime organizado dentro da economia formal.
Primo e Beto Louco

Foto: Reprodução

Primo e Beto Louco

O bloqueio de R$ 176 milhões envolvendo o grupo Genial Investimentos colocou no centro das atenções dois nomes já conhecidos pelas autoridades. Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, e Mohamad Hussein Mourad, o “Primo”, aparecem como peças-chave em um esquema bilionário que envolve o setor de combustíveis.

A investigação ganhou força com a Operação Carbono Oculto, que apura a atuação do crime organizado dentro da economia formal. Nesse contexto, os empresários surgem ligados a empresas como Áster e Copape, além de operações financeiras que chamaram a atenção da Fazenda de São Paulo.

Leia também: Genial tem R$ 176 milhões bloqueados em investigação que liga banco ao esquema do PCC

Quem são Beto Louco e Primo?

Roberto Augusto Leme da Silva e Mohamad Hussein Mourad ficaram conhecidos como “Beto Louco” e “Primo”. De acordo com as investigações da PF, os dois atuam como lideranças de um grupo suspeito de comandar um esquema amplo de fraudes e movimentações financeiras irregulares.

As autoridades apontam que ambos exercem papel central na estrutura do grupo, colocando o Primo como o principal articulador. Já Beto Louco atua como co-líder, participando da gestão de operações e da expansão dos negócios, de acordo com o Estadão.

Ligação com Áster e Copape

Os dois empresários mantêm ligação direta com a Ásper e Copape, empresas do setor de combustíveis citadas nas operações da PF. A Áster atua como distribuidora, enquanto a Copape trabalha na formulação de combustíveis.

Ainda de acordo com as apurações, as duas empresas operam sob o comando indireto dos empresários, mesmo quando aparecem formalmente em nome de terceiros. Esse modelo levanta suspeitas sobre o uso de “testa de ferro” para ocultar a real gestão dos negócios.

Além disso, a Áster recebeu R$ 2,22 bilhões dentro de um total de R$ 17,7 bilhões em movimentações consideradas suspeitas envolvendo uma fintech investigada. Em 2024, a Agência Nacional de Petróleo suspendeu as atividades da distribuidora.

Estrutura do esquema

As investigações indicam que o grupo construiu uma rede complexa para movimentar recursos. Essa estrutura envolve empresas, fundos, fintechs e até redes de postos de combustíveis. 

De acordo com a Receita Federal, o esquema movimentou cerca de R$ 52 bilhões entre 2020 e 2024. Os auditores também identificaram irregularidades em mais de mil postos de combustíveis. A apuração também indica que o caso possui participação do PCC, uma das maiores organizações criminosas do Brasil.

Além disso, o grupo teria atuado em toda a cadeia do setor, desde produção até distribuição. Esse alcance ampliou o impacto das operações e dificultou o rastreamento dos valores.

Relação com o crime organizado

Ainda de acordo com o Estadão, os investigadores apontam ligação do grupo com operadores suspeitos de lavar dinheiro para o PCC. Entre os nomes citados está Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, apontado como líder da facção.

Segundo as apurações, a estrutura financeira montada pelos empresários ajudaria a ocultar patrimônio e movimentar recursos de origem ilegal. A defesa de Marcola nega qualquer envolvimento com os fatos investigados.

Leia também: Operação prende suspeitos ligados ao PCC infiltrados em prefeituras, diz polícia

Como o caso chegou à Genial Investimentos?

O nome da empresa entrou no caso após operações financeiras envolvendo empresas ligadas ao grupo. A Fazenda de São Paulo bloqueou R$ 176 milhões relacionados a um fundo conectado a essas movimentações.

Segundo as autoridades, a operação envolveu emissão de CDB, empréstimos e aquisição de ativos, o que levantou suspeitas sobre possível uso do sistema financeiro para circular recursos do esquema. A Fazenda paulista ainda tenta recuperar R$ 7,6 bilhões em ICMS, valor que inclui juros e multa. 

Em nota ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a Genial Investimentos afirma atuar “em estrita conformidade com as normas do mercado financeiro, pautando suas atividades por elevados padrões de governança, transparência e controles internos”. Sobre a Operação Carbono Oculto, o Genial afirmou que tem “colaborado com as autoridades desde que tomou conhecimento dos fatos”.

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