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Operações da PF

Quem é José Luiz Felício Filho dono da Voepass indiciado pela PF

Publicado 07/08/2026 • 12:50 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • José Luiz Felício Filho esteve à frente da Voepass desde 2004 e enfrenta uma das maiores crises da história da empresa.
  • O andamento da companhia aérea seguiu outros rumos após o acidente que vitimou 62 pessoas.
  • Na última quinta-feira (06), a Polícia Federal concluiu o relatório sobre o acidente e apontou Felício como um dos 16 indiciados.
José Luiz Felício Filho

Foto: Voepass

Quem é José Luiz Felício Filho presidente da Voepass investigado por acidente aéreo em Vinhedo

Piloto há mais de três décadas, José Luiz Felício Filho esteve à frente da Voepass desde 2004 e enfrenta uma das maiores crises da história da empresa. O andamento da companhia aérea seguiu outros rumos após o acidente que vitimou 62 pessoas.

Na última quinta-feira (06), a Polícia Federal concluiu o relatório sobre o acidente e apontou Felício como um dos 16 indiciados no caso. Junto com ele, funcionários e ex-funcionários da Voepass também foram indiciados.

Leia também: Relatório do Cenipa aponta cultura de falhas na Voepass antes de acidente com 62 mortos

Papel de Felício nas investigações

De acordo com as investigações do caso Voepass, a função de Felício, além de dono da companhia, era interromper as falhas de manutenção e operação que a empresa vinha acumulando. O relatório descreve que ele tinha conhecimento pleno dos problemas técnicos graves enfrentados pela frota da companhia aérea.

Além disso, segundo a PF, o comandante recebia formalmente as notificações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Na visão dos investigadores, isso significa que Felício estava ciente sobre os detalhes identificados pela agência reguladora na empresa, de acordo com o Estadão.

Caixa-preta do avião

As gravações recuperadas da caixa-preta trouxeram um dado importante para a investigação do caso. De acordo com a ANAC, o avião já vinha apresentando falhas frequentes, mas as tripulações nunca reportaram esses problemas.

Segundo a Polícia Federal, o acidente teve origem em uma perda de controle durante o voo, provocada pelo acúmulo de gelo na aeronave. Além disso, o sistema pneumático de degelo não funcionava corretamente, e a tripulação não seguiu, no tempo certo, os procedimentos indicados para lidar com a falha.

Com isso, a queda de desempenho da aeronave, as condições severas de gelo e o estol, momento em que o avião perde sustentação no ar, resultaram na queda da aeronave.

Quem foi indiciado?

Além do dono da Voepass, a Polícia Federal também indiciou outras pessoas que fazem parte das investigações do acidente com a aeronave em 2024. Entre elas estão:

  • Edson Serra Martins, comandante do voo PTB 2293;

  • Luciano Alves de Macedo, comandante do voo PTB 2204;

  • Oderlino de Campos Figueiredo, despachante operacional dos voos PTB 2293 e PTB 2204;

  • John Major Viana, despachante operacional do voo PTB 2282;

  • Marcos Hiroyuki Sato, despachante operacional do voo PTB 2283;

  • Alex de Souza Leandro, mecânico responsável pelo Daily Check do PS-VPB;

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  • William Schmidt Agatz, gerente do Centro de Controle Operacional;

  • Juliano Flores Pacheco, gerente do Centro de Controle de Manutenção;

  • Raphael Limongi de Figueiredo, chefe do Centro de Controle Operacional;

  • Marcel Sarquis Moura, diretor de Operações;

  • Tiago Passucci Morani, gerente de Engenharia e inspetor-chefe;

  • Carlos Alberto Costa, diretor de Manutenção;

  • Eric Consoli, diretor Técnico;

  • Rafael Gimenez Rodrigues, piloto-chefe e responsável pelo FOQA;

  • David da Costa Faria Neto, diretor de Segurança Operacional;

  • José Luiz Felício Filho, diretor-presidente da Voepass.

Próximos passos do processo

Com o inquérito pronto, o caso agora segue para análise do Ministério Público Federal. Com isso, cabe ao órgão decidir se transforma o indiciamento em denúncia formal contra os 16 nomes apontados pela PF.

Se a Justiça confirmar as acusações, as penas previstas variam entre 8 e 24 anos de prisão. Por enquanto, todos os indiciados, incluindo Felício, estão impedidos de deixar o Brasil enquanto o MPF conclui sua avaliação.

Leia também: Anac autoriza reequilíbrio financeiro de R$ 50,9 milhões para concessão do Aeroporto de Fortaleza

O que diz a Voepass

Em nota oficial, a Voepass classifica a segurança operacional como sua principal prioridade ao longo de mais de 30 anos de história. A empresa garante ter seguido rigorosamente os protocolos de manutenção, segurança e capacitação de tripulações determinados pela Anac.

A Voepass também lembra que mantém, desde 2012, a certificação internacional IOSA, concedida pela associação que representa companhias aéreas ao redor do mundo a empresas aprovadas em auditorias rigorosas de segurança.

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