Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Nova fase da Operação Sem Desconto mira entidades e ex-servidores do INSS
Publicado 27/05/2026 • 07:24 | Atualizado há 5 meses
Trump ameaça usar ‘mãe de todas as bombas’ no Irã; Teerã promete continuar lutando
França está “colocando a casa em ordem” e pode reduzir déficit a 3% em três anos, diz presidente do BC à CNBC
Rendimentos dos Treasuries dos EUA despencam após CPI acima do esperado; mercado aguarda novos dados econômicos
China sinaliza que exportações de terras raras para a Europa continuarão mesmo após o fim da trégua comercial com os EUA
Ações de Nvidia, AMD e Micron caem com aprofundamento da liquidação das ações de IA
Publicado 27/05/2026 • 07:24 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Comunicação Social da Polícia Federal
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto para desarticular um esquema de descontos associativos ilegais e não autorizados no pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Leia também: Operação Sem Desconto: como funcionava o golpe dos “descontos associativos”?
🔍 Em abril de 2025, a Polícia Federal e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto, investigação que identificou irregularidades em descontos de mensalidades associativas aplicados sobre aposentadorias e pensões do INSS. A estimativa é que entidades investigadas tenham subtraído cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. A operação culminou com a instauração da CPMI do INSS no Congresso, que encerrou as atividades em março deste ano, sem um relatório final.
Ao todo, os agentes federais estão cumprindo 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleiras. As ordens judiciais e demais medidas constritivas foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo coordenadas em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.
Estão sendo cumpridos nove mandados em São Paulo em quatro associações: Amar, Master Prev, AASAP e ANDAPP.
Leia também: Caso Master: alvo da PF, Planner diz que intermediou R$ 500 mi da Rioprevidência no banco de Vorcaro
De acordo com a PF, esta nova etapa busca aprofundar o conjunto de provas colhidas nas fases anteriores para asfixiar financeiramente o grupo.
Os alvos da operação devem responder por crimes graves contra a administração pública. Entre as condutas sob apuração estão o estelionato previdenciário, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro por meio de ocultação patrimonial.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNa mira da PF em São Paulo estão a Associação Amar Brasil Clube de Benefícios e seu ex-presidente, Felipe Macedo Gomes. Também foi alvo Igor Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista, e outras associações. As defesas dos dois ainda não se manifestaram.
Em Pernambuco, os alvos da operação são ex-servidores do INSS. O ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns, Everaldo Felício de Macedo, é suspeito de receber pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, investigado sob acusação de ser o líder do esquema e conhecido como o Careca do INSS. A defesa de Macedo ainda não se manifestou. Outro ex-servidor investigado é Rogério Soares de Souza, que ocupou cargos de diretoria e na Superintendência Regional do Nordeste.
Já no Distrito Federal, as entidades UNIBAP e ABENPREV são investigadas por suspeitas de descontos feitos diretamente em benefícios previdenciários. Esses descontos suspeitos teriam ocorrido após acordos de cooperação assinados com o INSS em 2021 e 2023.
As apurações ainda apontam Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber, Alexandre Caetano e Carlos Henrique da Rocha Gonçalves como operadores e intermediários na estrutura financeira e operacional.
Leia também: Vazamento de dados no INSS expõe 2,8 milhões de CPFs; 98% de falecidos
Essa nova fase ocorre pouco depois da mudança na coordenação do caso. A PF retirou o inquérito da divisão de repressão a crimes previdenciários para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores.
Com isso, o delegado que estava coordenando as apurações, da área previdenciária, foi substituído. Ele havia pedido no fim do ano passado quebras de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente, que não é alvo desta fase.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 50% e Lula 49% em disputa pelo Planalto, mostra pesquisa Palver
2
Netflix demite mais de 1.000 funcionários, cerca de 6% de seu quadro, em meio à desaceleração do crescimento
3
Após aprovar fim da escala 6×1, Senado votará PEC da Segurança Pública nesta quinta-feira (15)
4
‘Yes! We Have No Bananas’; guerra no Irã encarece cadeia produtiva da fruta e pressiona mercado americano
5
Mitre tem queda de 9,3% nas vendas e fica sem lançamentos no terceiro trimestre, segundo prévia operacional
PF prende Márcio Canella, 2º deputado estadual mais votado do RJ, e ex-chefe da Polícia Civil em operação contra lavagem de R$ 7,6 bilhões
FAB impõe sigilo de 100 anos sobre lista de passageiros do jato de Vorcaro, tema de promessa de Lula