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Nova fase da Operação Sem Desconto mira entidades e ex-servidores do INSS
Publicado 27/05/2026 • 07:24 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/05/2026 • 07:24 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Comunicação Social da Polícia Federal
O que a PF encontrou na 5ª fase da Operação Unha e Carne?
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta quarta-feira (27), uma nova fase da Operação Sem Desconto para desarticular um esquema de descontos associativos ilegais e não autorizados no pagamento de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Leia também: Operação Sem Desconto: como funcionava o golpe dos “descontos associativos”?
🔍 Em abril de 2025, a Polícia Federal e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto, investigação que identificou irregularidades em descontos de mensalidades associativas aplicados sobre aposentadorias e pensões do INSS. A estimativa é que entidades investigadas tenham subtraído cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. A operação culminou com a instauração da CPMI do INSS no Congresso, que encerrou as atividades em março deste ano, sem um relatório final.
Ao todo, os agentes federais estão cumprindo 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico por meio de tornozeleiras. As ordens judiciais e demais medidas constritivas foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo coordenadas em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.
Estão sendo cumpridos nove mandados em São Paulo em quatro associações: Amar, Master Prev, AASAP e ANDAPP.
Leia também: Caso Master: alvo da PF, Planner diz que intermediou R$ 500 mi da Rioprevidência no banco de Vorcaro
De acordo com a PF, esta nova etapa busca aprofundar o conjunto de provas colhidas nas fases anteriores para asfixiar financeiramente o grupo.
Os alvos da operação devem responder por crimes graves contra a administração pública. Entre as condutas sob apuração estão o estelionato previdenciário, constituição de organização criminosa e lavagem de dinheiro por meio de ocultação patrimonial.
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Siga o Times | CNBCNa mira da PF em São Paulo estão a Associação Amar Brasil Clube de Benefícios e seu ex-presidente, Felipe Macedo Gomes. Também foi alvo Igor Dias Delecrode, ex-presidente da Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista, e outras associações. As defesas dos dois ainda não se manifestaram.
Em Pernambuco, os alvos da operação são ex-servidores do INSS. O ex-gerente executivo do INSS em Garanhuns, Everaldo Felício de Macedo, é suspeito de receber pagamentos do empresário Antônio Camilo Antunes, investigado sob acusação de ser o líder do esquema e conhecido como o Careca do INSS. A defesa de Macedo ainda não se manifestou. Outro ex-servidor investigado é Rogério Soares de Souza, que ocupou cargos de diretoria e na Superintendência Regional do Nordeste.
Já no Distrito Federal, as entidades UNIBAP e ABENPREV são investigadas por suspeitas de descontos feitos diretamente em benefícios previdenciários. Esses descontos suspeitos teriam ocorrido após acordos de cooperação assinados com o INSS em 2021 e 2023.
As apurações ainda apontam Cleiton dos Santos Medeiros, Daniel Gerber, Alexandre Caetano e Carlos Henrique da Rocha Gonçalves como operadores e intermediários na estrutura financeira e operacional.
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Essa nova fase ocorre pouco depois da mudança na coordenação do caso. A PF retirou o inquérito da divisão de repressão a crimes previdenciários para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores.
Com isso, o delegado que estava coordenando as apurações, da área previdenciária, foi substituído. Ele havia pedido no fim do ano passado quebras de sigilo bancário de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente, que não é alvo desta fase.
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