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Saiba o que é a Operação Rent a Car em 5 pontos
Publicado 02/07/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 02/07/2026 • 10:30 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Comunicação Social da Polícia Federal
A Polícia Federal deflagrou, na última quarta-feira (1º), a 3ª fase da Operação Rent a Car para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), da Câmara dos Deputados.
A ação ocorreu no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais, com o cumprimento de medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com a Polícia Federal, o objetivo é reunir novas provas sobre suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.
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Entre os alvos da operação estão advogados apontados pela investigação como participantes de um esquema que teria dado aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos e à ocultação de provas.
Durante o cumprimento dos mandados, policiais federais encontraram dois maços de dinheiro em espécie escondidos dentro de um livro falso de Direito.
As cédulas, de R$ 100 e R$ 50, estavam na residência de um advogado apontado como ligado ao deputado federal e líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante.
O parlamentar não foi alvo das buscas realizadas nesta fase da operação. A reportagem solicitou um posicionamento de Sóstenes sobre a investigação, mas não havia recebido resposta até a publicação da notícia. O espaço permanece aberto para manifestação.
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Nesta terceira etapa, todos os alvos das medidas judiciais são advogados. Segundo a Polícia Federal, eles são investigados por suposta participação em um esquema que envolvia agentes públicos, particulares e empresas utilizadas para dar aparência legal ao uso de recursos públicos.
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As investigações também apontam indícios de tentativas de ocultação ou alteração de provas, condutas que podem configurar fraude processual.
Um dos investigados é considerado pela PF o principal suspeito de forjar um contrato de compra e venda de imóvel que teria sido apresentado para justificar a origem de uma grande quantia em dinheiro apreendida anteriormente.
Os investigadores ainda apuram a movimentação financeira dos envolvidos e o destino final dos recursos que, segundo as suspeitas, teriam sido desviados da verba parlamentar.
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A investigação teve início após a identificação de supostas irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da CEAP.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com as apurações, a locadora investigada é suspeita de emitir notas fiscais fictícias para receber pagamentos feitos com verbas parlamentares.
O levantamento aponta que a empresa recebeu cerca de R$ 915 mil provenientes da cota destinada ao exercício da atividade parlamentar.
Nesta fase da operação, a Polícia Federal busca esclarecer como esses valores circularam, quem participou das transações e de que forma o dinheiro teria sido utilizado.
Em dezembro do ano passado, durante uma fase anterior da Operação Rent a Car, a Polícia Federal apreendeu R$ 430 mil em dinheiro vivo em endereços ligados ao deputado Sóstenes Cavalcante.
Na ocasião, o parlamentar afirmou que os valores eram provenientes da venda de um imóvel. No entanto, os investigadores passaram a questionar essa versão após encontrarem indícios de que a negociação imobiliária poderia ter sido simulada para justificar a origem do dinheiro.
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A atual etapa da investigação concentra parte dos esforços justamente na apuração desse suposto negócio imobiliário e na possível participação de pessoas que teriam contribuído para dar aparência de legalidade à operação.
Segundo a Polícia Federal, as investigações apuram a possível prática de quatro crimes:
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A Operação Rent a Car segue em andamento e, conforme a Polícia Federal, as diligências desta terceira fase têm como finalidade reunir novos elementos para esclarecer a participação de cada investigado e a destinação dos recursos públicos sob suspeita.
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