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Petrobras reajusta QAV: entenda o que pode acontecer com o preço das passagens aéreas
Publicado 05/05/2026 • 17:00 | Atualizado há 7 dias
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Publicado 05/05/2026 • 17:00 | Atualizado há 7 dias
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Foto: Freepik
Petrobras reajusta QAV: o que pode acontecer com o preço das passagens
A Petrobras anunciou um novo aumento no preço do querosene de aviação (QAV), combustível essencial para aviões e helicópteros. O reajuste médio foi de 18%, o que representa acréscimo de R$ 1 por litro em relação ao mês anterior.
A mudança acontece em meio à alta do petróleo no mercado internacional durante os conflitos recentes no Oriente Médio. O crescimento do preço do combustível também reacende a preocupação com o preço das passagens aéreas, que seguem com alta procura.
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O preço do combustível é um assunto acompanhado de perto pelas companhias aéreas, já que o QAV responde por cerca de 45% dos custos das empresas, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Por isso, qualquer variação de preço tende a pressionar o setor.
Na prática, quando o custo sobe, as empresas enfrentam margens menores e, como resultado, elas podem repassar parte desse impacto diretamente para o consumidor final.
De acordo com a Agência Brasil, a Petrobras define o preço do QAV no dia 1º de cada mês. O cálculo segue uma fórmula usada há mais de 20 anos, que busca equilibrar os valores entre os mercados nacional e internacional.
Mesmo assim, o cenário global pesa diretamente no preço. A título de comparação, no mês passado, o preço do QAV sofreu um aumento de 55%. Nos principais mercados internacionais, os reajustes superam os praticados no Brasil, que reflete de forma mais imediata as cotações externas.
Para reduzir o impacto imediato, a Petrobras permitiu o parcelamento do reajuste. As distribuidoras podem dividir parte do aumento em 6 vezes, com a primeira parcela prevista para julho de 2026. Segundo a empresa, a ideia é preservar a demanda e reduzir os efeitos sobre o setor aéreo.
Conforme adiantado, a alta do QAV ocorre em um momento de forte tensão no mercado de energia. A guerra no Irã começou em 28 de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel.
A região concentra importantes produtores de petróleo e rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% da produção mundial. O bloqueio do estreito pelo Irã prejudicou a logística e elevou os preços.
Nos últimos dias, o barril do tipo Brent chegou perto de US$ 120 (cerca de R$ 596 na cotação atual). Antes do conflito, o valor girava em torno de US$ 70. Isso representa uma alta superior a 70%.
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Com o aumento de 18% no QAV, o custo das companhias sobe de forma relevante. Mesmo com medidas de alívio, a tendência é de pressão sobre o preço das passagens.
No entanto, o impacto não ocorre de forma imediata e uniforme. As empresas podem absorver parte do custo ou ajustar preços de forma gradual, dependendo da demanda e da concorrência.
Ainda assim, se o petróleo seguir em alta e novos reajustes acontecerem, o consumidor pode sentir o efeito de forma mais clara nos próximos meses, incluindo um novo aumento no QAV.
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